O Guarani melhorou em dois aspectos com a troca de Marcelo Veiga por Ademir Fonseca. O primeiro foi o ambiente. Segundo o repórter Carlos Rodrigues, nosso setorista no Brinco de Ouro, o clima está mais descontraído entre atletas e comissão técnica. Isso revela que havia um desgaste de boa parte do elenco com o ex-treinador, demitido após a derrota por 2 a 0 para o Rio Branco, em Americana, com uma péssima exibição. Ademir Fonseca comandou a equipe nas quatro partidas seguintes. O Bugre ganhou três, perdeu uma, marcou sete gols, sofreu apenas dois e não teve nenhum atleta expulso. Nos últimos quatro jogos com Veiga, o time ganhou dois, perdeu dois, marcou três gols e sofreu cinco. Dois jogadores foram expulsos. Os números mostram como o time mudou rapidamente após a troca de comando e a excelente atuação diante do Batatais deixou isso claro para o torcedor que foi ao Brinco de Ouro no sábado passado. O time criou um grande número de oportunidades, venceu com quatro gols (o que não acontecia desde os 4 x 0 sobre o CRB, em agosto de 2012) e criou um clima de muita confiança para a conquista de mais três pontos neste sábado, diante de um desesperado Velo Clube, novamente no Brinco. O favoritismo é enorme porque o Guarani vem de sua melhor atuação no ano e o time de Rio Claro não vence há seis rodadas. Apesar de tudo isso, a situação do Guarani é muito difícil. O time largou na Série A2 com três vitórias seguidas e pode repetir a sequência neste sábado. Mesmo se vier a ganhar da campeã Ferroviária na última rodada, correrá o risco de permanecer mais um ano na divisão de acesso porque está em 8º lugar e depende de tropeços de diversos concorrentes. Isso mostra como o desempenho no miolo do campeonato foi ruim. O Guarani de Ademir Fonseca apresenta um bom futebol com o mesmo elenco que iniciou a competição, já que o regulamento só permite a inscrição de 28 atletas. Por que melhorou tanto justamente na reta final, que geralmente tem jogos mais difíceis? Na minha opinião, esse salto de qualidade ocorreu porque, com as mesmas peças, Ademir adotou um esquema mais ofensivo. Um clube com a história, o tamanho e o orçamento (um dos maiores entre os 20 participantes) do Guarani não pode disputar a Série A2 com um sistema tão defensivo como o que adotou durante boa parte da competição. O acesso está tão difícil hoje porque, em várias partidas, o time encontrou enormes dificuldades para finalizar, mesmo diante de adversários fracos. Contra o Batatais, aos 16’, o placar já mostrava 2 x 0. A evolução foi notória. Vamos descobrir, neste sábado e na última rodada, se ela chegou a tempo.