Presidente nacional do PSDB o senador não economizou críticas ao governo Dilma e promete construir uma nova agenda nacional
O senador mineiro e presidente nacional do PSDB Aécio Neves, em visita a Ribeirão Preto nesta sexta-feira (23), elogiou o ex-governador paulista José Serra (PSDB) e assegurou que se for necessário disputará prévias com o tucano paulista. Os dois estão dispostos a se candidatar a presidente da República no ano que vem e já trocam farpas pela imprensa. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tenta apaziguar os ânimos e defende que se as duas pré-candidaturas persistirem os filiados devem escolher um dos nomes.Ele negou que exista uma ferrenha disputa e afirmou que não é caso de trégua, que estaria sendo conduzida por FHC. Só existe trégua quando há guerra. Isso não existe. “O José serra é um dos homens mais preparados do Brasil, companheiro do PSDB. Todos nós esperamos que ele possa continuar conosco no partido e não é hora, neste momento, de definição de candidaturas. O companheiro José Serra, repito, é uma das figuras mais proeminentes e importantes do partido”, disse Aécio. O tucano afirmou que começou sua caminhada para a elaboração de uma nova agenda nacional por Ribeirão Preto e que viajará as mais diversas regiões do Estado e do País para também organizar o partido. E apontou a possibilidade de prévias no partido. “No momento certo, em havendo mais de uma candidatura colocada, a consulta às bases do partido é absolutamente natural. Eu já reiterei que minha posição não mudou, é a mesma de 2009, quando eu formalizei ao partido a solicitação de prévias”, assegurou. Na entrevista coletiva, o senador tucano disparou críticas contra o governo federal e apontou que a agenda em execução hoje é a mesma formalizada ainda no governo de FHC e que nada se criou de novo. “Hoje há um descaminho no Brasil. Naquela época o governo federal participava com 56% do financiamento da saúde. Hoje, depois de 10 anos de governo do PT a participação federal é de 45%”, criticou. Quando entrou no assunto segurança, dizendo que esta é uma “chaga perversa” que assola o Brasil, vieram mais críticas. “O governo federal, que é quem mais arrecada, que detém mais de 60% de tudo que se arrecada no Brasil, participa com apenas 13% de tudo que se gasta em segurança pública. O restante vem dos cofres municipais e estaduais. Isso não é justo com o País”.