Rodinei e Rildo foram citados no Grêmio e Renato Cajá também chama a atenção do mercado
O volante Fernando Bob (à esquerda) brinca com o lateral-direito Rodinei durante treino da Ponte Preta: ambos estão na mira de outras equipes do Brasileiro (Elcio Alves/AAN)
Todo início de competição é assim. Se o time larga mal, o pessimismo toma conta e o comentário geral é a respeito da possibilidade de rebaixamento. Mas se o começo é muito bom, como vem acontecendo com a Ponte Preta no Campeonato Brasileiro, já começam as especulações sobre a possibilidade da saída de jogadores. Nesta semana, Rodinei e Rildo tiveram seus nomes citados como possíveis reforços do Grêmio. Já Renato Cajá chegou a ser classificado como o "camisa 10 ideal" para alguns dos grandes clubes do Brasil depois de marcar dois belos gols. Junto a eles, o zagueiro Pablo e o volante Fernando Bob também estão chamando a atenção. A diretoria da Macaca não cogita a saída de nenhum jogador e garante que tem se esforçado ao máximo para que ninguém abandone o barco. "O esforço que esta diretoria tem feito não é brincadeira. E tem jogador que recebeu proposta bem melhor e só ficou por causa do comprometimento com o projeto do clube", conta o técnico Guto Ferreira. "Se alguém sair, o torcedor pode ter certeza que foi por causa de uma situação impossível de ser contornada", completa. Rildo é o mais propenso a deixar o Majestoso. Isso porque seu compromisso termina em dezembro e, de acordo com o previsto na legislação, já poderá assinar um pré-contrato com qualquer outro clube a partir do dia 1º de junho. Se não sair agora, Rildo poderá deixar a Macaca no final do ano. Já os casos de Rodinei e Renato Cajá são bem diferentes. Ambos têm contratos mais longos e com previsão de multa. Se saírem, certamente a Ponte obterá bons lucros. Neste caso, perde-se na questão técnica, mas haverá um retorno financeiro. Para os jogadores, os boatos de transferência são comuns. "É normal que aconteça o assédio, mas eu nem quero saber dessas coisas", comentou o volante Juninho, que teve seu nome envolvido em diversas especulações no ano passado. "Quem tem que cuidar disso é o empresário junto ao clube. Ao atleta, cabe apenas o trabalho de fazer o seu melhor dentro de campo." Para o jovem atacante Diego Oliveira, o assédio é fruto do que o time faz em campo. "Mas é preciso estar sempre focado no trabalho. Se desvia o foco, acaba perdendo a qualidade e as oportunidades vão embora. Minha intenção é cumprir o contrato com a Ponte até o final, até porque acabei de chegar e ainda tenho que lutar muito para garantir meu espaço", diz. TIME Sem poder contar com Rildo, em fase final de recuperação de lesão muscular, e Gilson, por força de contrato, o técnico Guto Ferreira definiu o time da Ponte Preta para encarar o Cruzeiro, domingo (24), em Belo Horizonte, com duas novidades. Juninho será improvisado na lateral-esquerda e Tiago Alves, que cumpriu suspensão automática, entra na vaga de Renato Chaves. Felipe Azevedo, que teve atuação destacada diante do São Paulo se revezando como atacante e meia, será mantido na vaga de Rildo. Experiente, o jogador alerta que a Ponte não terá facilidades mesmo jogando contra os reservas da Raposa — o time principal briga na Libertadores. "O grupo do Cruzeiro é muito bom. Quem entrar vai querer mostrar serviço e não teremos nenhuma vantagem. Se eu fosse reserva deles, certamente iria querer dar tudo de mim nesta partida para mostrar meu valor", afirma Azevedo. O volante e capitão Fernando Bob ressalta que o equilíbrio na saída da defesa para o ataque pode ser o ponto chave da Macaca para surpreender o adversário, que ainda não somou ponto no Brasileirão. "Sabemos que quando a bola sai de trás com um bom passe, a probabilidade dela chegar bem lá na frente é grande. Pretendemos acertar mais os passes", diz.