Pressionado pelos sindicatos e pelo Congresso Nacional, Governo Federal não conseguiu construir umasolução intermediária

Manifestantes entram em confronto com a polícia em frente ao Congresso Nacional (Evaristo Sa/ AFP)
Mais um projeto marca a derrota do governo Dilma Rousseff nesta terça-feira (7), depois que a Câmara dos Deputados aprovou na noite a urgência do projeto que regula e amplia os contratos de terceirização de serviços por empresas públicas e privadas. O requerimento de urgência foi aprovado por 316 votos favoráveis, que permite ao plenário da Casa apreciar nesta quarta-feira (8) o Projeto de Lei 4330/2004, regularizando o trabalho terceirizado no País. Houve 166 votos contrários ao projeto e três abstenções à urgência, que foi votada sem o texto final do projeto elaborado pelo relator Arthur Maia (SD-BA). Ele deve apresentar o documento momento antes da votação, marcada para começar às 9h.Com a urgência, o projeto pula uma fase, ficando livre de passar pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Maia negociou com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, diversos pontos do projeto e acatou pedidos do principal expoente da área econômica.A proposta que ele colocará em plenário vai determinar, entre outros pontos, que somente poderão prestar serviço terceirizado empresas especializadas; que familiares de donos de companhias contratantes não poderão criar empresa para oferecer serviço terceirizado; que as empresas contratadas devem pagar 4% do valor do contrato para um seguro que irá abastecer um fundo para pagamento de indenizações trabalhistas; e que as companhias contratantes assumirão o que for devido pela empresa terceirizada contratada - INSS, Imposto de Renda (IR), PIS/Pasep Cofins e CSLL. (Da Agência Estado)