saúde

47 residentes ingressam no Mais Médicos Campinas

A Prefeitura de Campinas oficializou na manhã ontem, a contratação de 47 médicos residentes para o programa Mais Médicos Campineiro

Alenita Ramirez
05/03/2020 às 07:46.
Atualizado em 29/03/2022 às 18:55

A Prefeitura de Campinas oficializou na manhã ontem, a contratação de 47 médicos residentes para o programa Mais Médicos Campineiro, que serão distribuídos em 17 dos 66 centros de saúde do município – além do Hospital Ouro Verde, Mário Gatti, PA Anchieta, São José, Campo Grande, UPA Carlos Lourenço e Samu. Os médicos circulam pela rede pública para conhecer o sistema desde a última segunda-feira. O atendimento efetivo aos pacientes ocorrerá a partir do dia 9.  Eles atuaram com carga de 60 horas semanais distribuídas em 40 horas de trabalho nas unidades (de segunda a quinta-feira), 8 horas de ensino (sexta-feira) e 12 horas de plantão (sábado e domingo). O programa funcionará como uma residência em saúde da família e o contrato com as equipes terá duração de dois anos. Os contratados terão bolsa de R$ 11 mil mensais. O valor é superior aos R$ 10 mil que eram pagos ao Programa Mais Médicos federal, que foi suspenso no ano passado. Pela legislação aprovada, a Prefeitura pode contratar até 120 médicos, sem concurso público. Os médicos vão atuar junto às equipes de Saúde da Família do município, mas eles terão que ser supervisionados por professor, tutor e preceptor. A função deles é trabalhar na prevenção, promoção e atendimento à saúde, segundo o secretário de Saúde, Carmino Antonio de Souza. “Durante este período de residência, os médicos e médicas vão atuar 70% do tempo nas unidades básicas de saúde e 30% no Samu, nas UPAs e hospitais das entidades participantes”, disse o prefeito Jonas Donizette (PSB). A contratação dessa equipe foi graças a um convênio da Prefeitura com as universidades Unicamp, PUC-Campinas e São Leopoldo Mandic. Trata-se de médicos recém-formados e que estão ingressando no curso especialização. Outros 13 profissionais serão convocados assim que houver uma liberação do Ministério da Educação. Mais 60 médicos serão contratados em 2021, completando os 120 estimados pela legislação que instituiu o programa. Das 17 unidades que vão receber os residentes, 14 terão três novatos. Do Joaquim Egídio e União de Bairro, dois em cada uma, e na Santos Dumont, apenas um. Carmino justifica a distribuição nas unidades a disponibilidades de tutores e preceptores e a estrutura. Segundo ele, a contratação foi o meio encontrado para suprir a falta de médicos e estimular a especialização em Saúde da Família. Ele acredita que o valor pago da bolsa, de R$ 11 mil, sirva para atrair os profissionais. “Alguns dos residentes recebem bolsa de cerca de R$ 3,3 mil. A Prefeitura vai completar esse valor, ou seja, pagar a diferença do valor proposto, que é de R$ 11 mil. Essa diferença será paga direto na conta do médico”, frisou o secretário. Dos 47 residentes, apenas dois que não têm bolsa e vão receber da Prefeitura o valor integral do salário. Atualmente, o salário de um médico para 36 horas semanais, é de cerca de R$ 13 mil, foras os benefícios.

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