FÓRUM RAC

A busca da convergência ambiental

Eficiência do setor econômico e cuidados com o meio ambiente estiveram na pauta do evento

Daniel de Camargo
10/11/2018 às 10:26.
Atualizado em 05/04/2022 às 20:55

O caminho consciente para a exploração dos recursos naturais do planeta passa pela unificação de dois polos até pouco tempo opostos: a eficiência do setor econômico e os cuidados com o meio ambiente, segundo Sylvino de Godoy Neto, diretor presidente do Grupo RAC. O conceito foi exposto pelo executivo na abertura do Capítulo X do Fórum RAC — Caminhos da Retomada. Intitulado “Sustentabilidade Versus Meio Ambiente: Conflito ou Convergência?”, o evento realizado ontem, no Royal Palm Hall, no Jardim Nova Califórnia, em Campinas, reuniu agentes importantes para o debate da temática, em nível nacional e mundial. Marcelo Augusto Boechant Morandi, chefe geral da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), explicou que a situação do Brasil é peculiar. “Integramos um seleto grupo de países, ao lado de China, Estados Unidos, Índia e Rússia, que possuem áreas agrícolas superiores a 30 milhões de hectares, populações urbanas maiores que 80 milhões de pessoas e, por fim, Produto Interno Bruto (PIB) acima de US$ 1 trilhão, segundo dados da consultoria MBAgro”, destacou. Andriana Angélica Rosa Vahteric, gerente de integração, controle e desenvolvimento tecnológico da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa), empresa responsável pelo abastecimento de água, coleta, afastamento e tratamento dos esgotos domésticos no município de Campinas, frisou que o principal objetivo das empresas do ramo é assegurar a disponibilidade e promover a gestão sustentável da água, agregando saneamento para todos. Rodolfo Nardez Sirol, diretor de relações institucionais e de sustentabilidade da CPFL Energia, apontou que a participação de energias renováveis na matriz energética brasileira (representação quantitativa de todos os recursos energéticos disponíveis para serem utilizados nos diversos processos) atualmente está em 44%. No caso, três vezes maior do que a média mundial (14%), segundo dados do Plano Decenal de Expansão de Energia 2026, aprovado em dezembro de 2017, pelo então ministro de Estado de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho. O plano sinaliza que a Oferta Interna de Energia (OIE), energia necessária para movimentar a economia, deve atingir o montante de 351 milhões tep (Mtep) em 2026, resultando em um crescimento de 2% ao ano. Desse montante, as fontes renováveis podem chegar a uma participação de 48% em 2026. Luiz Fernando de Araújo Bueno, diretor de sustentabilidade do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), ponderou, no encerramento do simpósio, que, a sustentabilidade só se torna viável quando indivíduos, grupos e organizações agem de maneira uniforme. Para embasar seu conceito, ele citou pensamento de Mahtma Gandhi, líder indiano, que afirmou que as pessoas devem ser a própria mudança que almejam ver no mundo.

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