RESSONÂNCIA

Advogada diz que auxiliar de enfermagem está abalada

Ivânia Soares Engelberg acha que qualquer pessoa teria se confundido

Fabiana Marchezi/Especial para AAN
28/04/2013 às 12:02.
Atualizado em 25/04/2022 às 18:21
Ivânia Soares Engelberg, advogada da auxiliar de enfermagem (Leandro Ferreira/AAN)

Ivânia Soares Engelberg, advogada da auxiliar de enfermagem (Leandro Ferreira/AAN)

“Minha cliente tem apenas 20 anos, trabalhava pela primeira vez na vida e foi induzida ao erro ao não ter sido orientada sobre o reaproveitamento da embalagem de soro para armazenar o perfluorocarbono, tampouco sobre a gaveta onde a substância ficava guardada”, disse ontem Ivânia Soares Engelberg, advogada da auxiliar de enfermagem que preparou por engano as seringas com a substância letal que foi injetada na veia dos três pacientes que morreram no dia 28 de janeiro após passarem por exames de ressonância magnética no Hospital Vera Cruz, em Campinas. O nome dela não foi divulgado.

Ivania também revelou que a auxiliar está muito abalada e foi afastada do trabalho para se restabelecer. “Tenho plena convicção da inocência da minha cliente. Não tenho nenhuma dúvida de que a Justiça entenderá que ela não teve a mínima culpa. Qualquer um teria se confundido, o inquérito está bem claro”, ressaltou a advogada.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) de Campinas (SP), que investiga questões trabalhistas na clínica, vai averiguar a situação do contrato de trabalho da auxiliar de enfermagem. De acordo com o MPT, a lista de profissionais enviada pela clínica ao órgão não tinha registro de nenhum profissional recém-contratado.

Agora, o MPT vai pedir acesso ao inquérito à Polícia Civil e solicitar informações à Devisa e à RMC para complementar as investigações.

Assuntos Relacionados
Compartilhar
Correio Popular© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por