O documento foi proposto pela Comissão Permanente de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, presidida pelo vereador Carlão do PT
Em Carta Aberta contra o racismo divulgada pela Câmara de Campinas hoje, vereadores afirmam que a sociedade estará unida “na defesa de nosso Estado Democrático de Direito, forjado na liberdade, na diversidade de opiniões e na Constituição, externando neste ato nosso total e irrestrito apoio a todas as Instituições de nossa República, em todos os graus da Federação”. O documento foi proposto pela Comissão Permanente de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, presidida pelo vereador Carlão do PT, e será enviado aos parlamentares da Região Metropolitana (RMC) para adesão e está aberto a autoridades, instituições, partidos e entidade que queiram assinar. Confira a carta aberta contra o racismo Nós, Vereadores e Vereadoras que exercemos a função do Poder Legislativo na esfera Municipal da Região Metropolitana de Campinas (RMC), sem distinção de qualquer espécie ou natureza, ligados aqui pelo indissolúvel elo de cidadania em comum e na luta por igualdades de direitos; Indignados com a ação letal da polícia dos Estados Unidos quando policial branco sufocando o homem negro George Floyd até a morte, reacende um sentimento alimentado por séculos de injustiça e violência contra os negros nos Estados Unidos. Os negros americanos dizem que estas cenas sempre aconteceram, mas agora são vistas por todos graças aos vídeos gravados por celulares. São imagens que se repetem; Indignados com a grave pratica do Racismo instalada no Brasil, onde o Presidente da Fundação Cultural Palmares, a primeira instituição pública (1988) voltada para a promoção de uma política cultural igualitária e inclusiva e pela preservação dos valores culturais, históricos e econômicos decorrentes da influência negra na formação da sociedade brasileira, desconstrói e desvaloriza publicamente as lutas e conquistas desta população, chegando ao cúmulo de chamar o movimento negro de “escória maldita”, entre outros impropérios; Indignados com a morte do menino João Pedro, vítima do confronto sistêmico pelos quais sofrem os moradores da periferia e favelas, atingidos por bala perdida e tantos outros meninos e meninas que foram alvo dessas “balas”, dentro de casa, na escola etc; Cientes do atual e delicado cenário mundial agravado por odiosos atos e manifestações racistas e xenofóbicas; Sentindo que os reflexos desta violência e racismo das forças de segurança podem influenciar nos estados e municípios; E sabedores que a união da população, das instituições/entidades e a plena manutenção do Estado Democrático de Direito, com seus princípios e pilares, são fatores imprescindíveis para o exitoso enfrentamento dos desafios que se apresentam, Atentos de que a realidade de violência e racismo não ter trégua nem durante o período da pandemia do coronavírus; Sabedores que tem que haver um combate cotidiano contra a truculência e a letalidade policial; Vimos tornar público que, independentemente e com irrestrito respeito às nossas respectivas individualidades, de que espécie ou natureza seja, permaneceremos unidos e irmanados na defesa de nosso Estado Democrático de Direito, forjado na liberdade, na diversidade de opiniões e na Constituição, externando neste ato nosso total e irrestrito apoio a todas as Instituições de nossa República, em todos os graus da Federação. Serenamente, permaneceremos atentos e vigilantes e não admitiremos a ruptura da ordem constitucional vigente fora do ambiente e da liturgia democrática. Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar. “Nelson Mandella”.