FECHAMENTO

Campinas fica 'vermelha' amanhã

Quem descumprir as regras será multado em R$ 1,4 mil, valor que dobra se houver reincidência

Maria Teresa Costa
05/07/2020 às 09:42.
Atualizado em 28/03/2022 às 22:52
Mesmo com o comércio fechado, contrariando orientações, é grande a circulação de pessoas pela 13 de Maio  (Wagner Souza/AAN)

Mesmo com o comércio fechado, contrariando orientações, é grande a circulação de pessoas pela 13 de Maio (Wagner Souza/AAN)

Decreto publicado ontem no Diário Oficial do Município determina o fechamento, a partir de amanhã e enquanto a região se mantiver classificada na fase vermelha do Plano São Paulo, das atividades não essenciais em Campinas. Quem não cumprir as regras será multado em R$ 1,4 mil, valor que dobra na reincidência e, na terceira atuação, ao fechamento da atividade até o final da quarentena. Também foi publicado decreto que atende recomendação da Procuradoria Regional do Trabalho e determina a manutenção, de forma prioritária, de trabalhadoras mães de crianças com até 12 anos de idade ou com deficiência, em regime de teletrabalho, até que as atividades escolares sejam retomadas. O fechamento dos serviços não essenciais ocorre após os 42 Municípios da região de Campinas terem sido reclassificados para a fase vermelha do Plano São Paulo de retomada das atividades, na sexta-feira. É a fase mais restritiva do plano que visa aumentar o isolamento social, na tentativa de frear a disseminação do novo coronavírus na população. Assim, a partir de amanhã, apenas serviços essenciais podem funcionar, com regras de distanciamento, medidas de higiene como uso de máscaras e álcool em gel. O fechamento do comércio de rua, shoppings que só poderão atender pelos sistemas de delivery e drive-thru, e a proibição de atendimento presencial em uma série de serviços, ocorre em função da piora nos indicadores de atendimento hospitalar e da pandemia na regional. A taxa regional de ocupação de leitos de UTIs para atendimento de pacientes infectados pelo novo coronavírus, que chegou a 80%, e a variação de 1,18% de internações na semana em relação à semana anterior levaram à reclassificação. Outros indicadores utilizados na avaliação do Estado colocariam a região em outras fases mais flexíveis do plano, como a oferta de leitos de UTI por 100 mil habitantes, de 18,1, e a variação semanal de casos, de 0,99%, por exemplo – por esses dois critérios, a região estaria na fase verde. No período em que Campinas esteve na fase laranja, o prefeito Jonas Donizette (PSB) já havia determinado o fechamento do comércio de rua e shoppings, em função da aglomeração de pessoas na Rua 13 de Maio, quando esses setores voltaram a funcionar em 8 de junho. A partir de amanhã, as igrejas poderão continuar com celebrações de missas e cultos presenciais, com 20% da capacidade, distanciamento entre os frequentadores e as medidas de higiene, como uso de máscaras e de álcool em gel. A recomendação, no entanto, é que realizem as celebrações de forma virtual. Com o retorno à fase de maior restrição, as atividades imobiliárias, concessionárias, escritórios estarão impedidos de realizar atendimento presencial. Com registro de mais sete óbitos, mortes chegam a 362 O número de mortes provocadas pelo novo coronavírus em Campinas subiu para 362 ontem, com o registro de mais sete óbitos e o número de infectados chegou a 9.610, com mais 302 confirmações. Entre as sete mortes, duas pessoas tinham entre 90 a 100 anos, três entre 70 e 79 anos, e duas entre 60 e 69 anos. Elas morreram entre 30 de junho e 3 de julho. Balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde informa também que a taxa de ocupação de leitos de UTI na cidade cresceu de 87,07% na sexta-feira para 88,12% ontem, incluindo as redes pública e privada. Do total de 379 leitos exclusivos para pacientes da Covid-19, 45 estavam livres ontem. Dos 145 leitos disponibilizados na rede municipal, 141 estavam ocupados, uma taxa de 97%. Já na rede estadual, que inclui Unicamp e o Ambulatório Médico de Especialidades (AME), a taxa de ocupação estava ontem em 93% (dos 76 leitos, cinco estavam livres). Na rede privada, com 158 leitos, 77% estavam ocupados. A cidade tem atualmente 612 pessoas com sintomas da doença que aguardam resultados dos exames e 32 mortes em investigação. O boletim informa que 432 pessoas estavam internadas ontem (oito mais que na sexta) e 1.092 em isolamento domiciliar (oito a menos que sexta-feira).

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