Equipamentos serão fornecidos pela empresa chinesa Huawei, ampliando monitoramento anticrime

Central de monitoramento da Mata Santa Genebra, espaço vigiado por câmeras inteligentes: projeto que envolve também o CPqD incentiva a experimentação de soluções tecnológicas (Cedoc/RAC)
Campinas receberá mais 30 câmeras inteligentes de monitoramento na área de segurança pública. Elas serão fornecidas pela empresa chinesa Huawei e integrarão um projeto de pesquisa e experimentação de soluções de tecnologia da informação e comunicação na área. A cidade tem hoje 300 câmeras instaladas para monitoramento do trânsito e da segurança. Memorando de entendimento foi assinado quinta-feira pelo prefeito Jonas Donizette (PSB), a Huawei e o CPqD, para a implantação de projeto-piloto de inovação envolvendo a Central Integrada de Monitoramento de Campinas (Cimcamp). “A parceria vai permitir a customização daquilo que Campinas precisa, com a Secretaria de Segurança indicando os locais de maior vulnerabilidade. É um laboratório vivo porque nós estaremos na prática, no dia a dia. Não serão exemplos fictícios, são aflições que as pessoas vivem em suas rotinas”, disse o prefeito, durante o evento “Huawei Latin America Innovation Day”, realizado em São Paulo e que reuniu líderes da indústria, acadêmicos e analistas para debater o futuro da digitalização na América Latina, tecnologias emergentes, internet 5G e das coisas, computação na nuvem e inteligência artificial. A Informática dos Municípios Associados (IMA) e o CPqD customizarão os equipamentos para atender as necessidades de Campinas na segurança. O presidente da IMA, Fernando Garnero, disse a empresa irá também fornecer a fibra óptica para integrar a comunicação das câmeras no anel óptico existente na cidade. Com o projeto, a cidade vai ampliar sua capacidade de monitoramento por câmeras e sistemas inteligentes. Hoje, todo o monitoramento está integrado com o Sistema Inteligente de Monitoramento Veicular (Simvecamp), que faz a fiscalização eletrônica de carros que entram na cidade de Campinas. O projeto-piloto, no entanto, não visa a fiscalização no trânsito, mas a segurança pública. O cronograma de instalação das câmeras e os locais serão definidos pela Secretaria de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública. O projeto está previsto para funcionar, inicialmente, por um ano. Após esse período, serão analisados os resultados. “Ficamos muito honrados pelo convite realizado pelo CPqD e pela Huawei para que a cidade se transformasse em um laboratório vivo para a implementação de tecnologias avançadas. A segurança dos cidadãos, o empreendedorismo e a inovação tecnológica são temas fundamentais para a administração pública. E estou confiante que este projeto traga resultados positivos não só para a segurança, mas também para o bem-estar dos munícipes e para o estímulo às novas soluções de cidades inteligentes que poderemos adotar no futuro”, disse Jonas.