Local passou por reformas e revitalização para sediar o evento, e, depois para sediar o Museu de Arte Sacra da cidade

Palácio do Bispo ganhou reparos em toda a fachada com retoques de argamassa e tinta impermeabilizante em tons de mostarda (Carolina Grohmann / Arquidiocese de Campinas)
A Casa Cor Campinas acaba de entregar o Palácio do Bispo para a Arquidiocese da cidade, para que seja aberto, no local, o Museu Arquidiocesano de Arte Sacra do município. Construído na década de 50 para ser a residência oficial dos bispos da Igreja Católica na Arquidiocese de Campinas, o local foi escolhido para receber a 6ª edição da Casa Cor, realizada no final do ano passado. Após a realização do evento, o espaço foi totalmente reformado e revitalizado para receber o museu. O feito só foi possível por meio de uma parceria realizada entre a Arquidiocese, a Prefeitura e a organização da Casa Cor. “Antes da mostra nós fizemos reparos em toda a fachada com retoques de argamassa e tinta impermeabilizante com tons de mostarda e textura rústica. Os jardins ganharam vida pelas mãos de paisagistas e toda a parte hidráulica e elétrica foi trocada. Após o término da mostra as paredes foram todas pintadas, a fachada foi mantida e o paisagismo também. Alguns ambientes já estão prontos para receber as obras”, informa o presidente da Casa Cor Campinas, Flavio Sanna.A partir dessa semana, o Museu Arquidiocesano de Arte Sacra de Campinas pode começar a tomar forma no Palácio e finalmente terá um prédio próprio. Desde que foi fundado, em 1967, pelo arcebispo D. Paulo de Tarso Campos, o acervo já teve sede na Avenida Aquidabã, Emílio Ribas e na Catedral. A proposta é fazer com que o espaço possa abrigar as cerca de 500 obras de arte e conte com espaços multiuso. “A ideia é que as salas também sejam utilizadas para atividades de formação cultural, com oficinas de restauros de artesanato relacionados à arte sacra, e que estejam abertas também para receber outras exposições”, comenta o ecônomo e procurador da Cúria Metropolitana de Campinas, Padre Alexandre Moura.