CAMPINAS

Casa de Saúde abre 27 leitos para pacientes do SUS

Abertura de vagas foi possível após acordo firmado entre instituição e Prefeitura, que vai pagar R$ 102 milhões por 24 meses

Rogério Verzignasse
28/08/2013 às 05:00.
Atualizado em 25/04/2022 às 04:03
O prefeito Jonas Donizette (à frente), com o secretário de Saúde, Carmino de Souza, e a diretora da Casa de Saúde, Maria Odete Pregnolatto, em um dos quartos da unidader
 ( Dominique Torquato/AAN)

O prefeito Jonas Donizette (à frente), com o secretário de Saúde, Carmino de Souza, e a diretora da Casa de Saúde, Maria Odete Pregnolatto, em um dos quartos da unidader ( Dominique Torquato/AAN)

Um convênio com a Prefeitura de Campinas possibilitou a Casa de Saúde a disponibilizar desde esta terça-feira (27) para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) 26 leitos para internação e um de UTI adulto. Pelos serviços, a Administração vai pagar R$ 10,2 milhões ao longo de 24 meses.Os leitos tomam 13 quartos da antiga ala da maternidade, no primeiro piso do hospital. Dois antigos apartamentos, onde eram acolhidas as parturientes, foram adaptados para também receber os pacientes do sexo masculino, com a instalação de novas peças sanitárias. Além de bancar as reformas, a Casa de Saúde também passou a disponibilizar, diariamente, uma equipe de cinco médicos para o atendimento exclusivo do SUS. Também há plantão ininterrupto nos finais de semana. Passam a ser internados na ala beneficiários encaminhados pelas unidades públicas de pronto atendimento.Outras parcerias nos mesmos moldes devem ser firmadas até dezembro com a Santa Casa de Misericórdia e a Beneficiência Portuguesa, para a oferta de outros 70 leitos. Mas não existe prazo definido para a assinatura do contratos, pois são necessárias adequações como a reformas e vistorias sanitárias. De qualquer forma, o prefeito Jonas Donizette (PSB) comemora os avanços do setor. Além da reforma e da instalação de novos leitos, houve concursos públicos para contratação de mão de obra. “Hoje, a Saúde conta com quase 10 mil servidores contratados, e consome 30% dos investimentos do Município”, disse.Mas, segundo o prefeito, ainda há muito a fazer. E, para manter os serviços a partir dos convênios com hospitais filantrópicos, a Prefeitura recorre a parcerias com o Estado e a União. Cada leito disponibilizado pela Casa de Saúde, por exemplo, terá um custo médio diário de R$ 500,00. O governo federal banca R$ 300,00, o estadual paga os R$ 200,00 restantes. “Não vamos nos iludir. Um prefeito precisa ser humilde o suficiente para pedir ajuda nas outras esferas de governo. A gente precisa deixar de lado as diferenças partidárias se quiser fazer algo pelo povo”, disse. Demanda regionalDe acordo com o secretário municipal de Saúde, Carmino Antonio de Souza, Campinas conta com repasses do Estado e da União que, anualmente, devem chegar à casa dos R$ 20 milhões. Mas as articulações seguem nos bastidores. A Prefeitura e o governo paulista negociam que 40 novos leitos sejam disponibilizados pela Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (HC/Unicamp), para que seja aliviada a demanda causada pela “migração” de pacientes de fora. Hoje, estima-se em 700 leitos o déficit de internação em toda a Região Metropolitana de Campinas (RMC).

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