Os jovens, que têm entre 13 e 19 anos, foram trazidos da Coréia para treinar futebol no Brasil

Atletas sul-coreanos no Instituto Médico Legal (IML), em Campinas (Janaína Maciel/Especial para AAN)
O caseiro Donizette Jesus Barbosa confirmou as agressões relatadas por um grupo de jovens sul-coreanos trazidos para o Brasil com a promessa de se tornarem jogadores de futebol. Barbosa cuidava da chácara onde os rapazes estavam hospedados, na Estrada do Fogueteiro, que liga Campinas a Indaiatuba. Ele contou à reportagem que o agenciador de atletas sul-coreano Dong Hyun Kim, 36 anos, conhecido como Ricardo, agredia os rapazes com um taco de sinuca.
Os jovens, que têm entre 13 e 19 anos, foram trazidos da Coréia para treinar no Brasil. Os pais dos jovens pagavam cerca de US$ 1,8 mil por mês para custear o treinamento e alimentação dos rapazes. Eles ficavam em uma chácara alugada pelo ex-jogador de futebol Zé Sérgio, atual técnico das categorias de base da Ponte Preta.
Dong Kim foi detido pela Polícia Militar na tarde de anteontem e os jovens foram entregues, pelo Conselho Tutelar, a Zé Zérgio, que assinou um termo de tutela e responsabilidade, se comprometendo em cuidar dos rapazes. “Vou cuidar deles na chácara onde eles estavam até que toda a situação esteja resolvida”, contou.
Segundo a Polícia Federal, o agenciador estava de forma legal no Brasil. A situação dos meninos está sendo levantada no que se refere à documentação dos jovens atletas. Apesar da ocorrência envolver estrangeiros, o caso será investigado pela Polícia Civil porque envolve menores de idade.