OURO VERDE

Caso Vitale: testemunhas apontam irregularidades

A primeira audiência da 2ª fase da Operação Ouro Verde teve revelações importantes

Renato Piovesan
17/08/2018 às 09:55.
Atualizado em 22/04/2022 às 17:00
Caso Vitale: testemunhas apontam irregularidades (Divulgação)

Caso Vitale: testemunhas apontam irregularidades (Divulgação)

A primeira audiência da 2ª fase da Operação Ouro Verde teve revelações importantes. Três ex-funcionárias da Secretaria Municipal de Saúde confirmaram pagamentos irregulares à Organização Social (OS) Vitale, que administrava o Hospital Ouro Verde, em depoimento prestado na tarde de ontem na 4ª Vara Criminal de Campinas. As testemunhas de acusação são Claudia Santana Bueno, Neide Cerqueira Couto e Ivanilde Aparecida Ribeiro. Bueno inclusive revelou que chegou a ver uma nota fiscal no valor de R$ 2 mil de um bolo de aniversário, mas não soube dizer quem foi o comprador. Ela também voltou a afirmar que pagamentos considerados irregulares foram elevados ao status de regular por Anésio Corat Júnior, ex-diretor de Saúde da Prefeitura que atualmente está preso acusado de receber propina para o direcionamento da licitação. Os secretários de Assuntos Jurídicos, Silvio Bernardin, e de Saúde, Carmino de Souza, também compareceram à 4ª Vara Criminal como testemunhas de defesa de Anésio Corat Júnior e Ramon Luciano Silva, outro ex-servidor da Prefeitura que está preso, mas não houve tempo para que eles depusessem. Ao todo, serão ouvidas nesta 2ª fase da Operação Ouro Verde 21 pessoas, entre réus e testemunhas de defesa e acusação. A denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) é que o suposto esquema tenha desviado cerca de R$ 4,5 milhões dos cofres públicos. Nota da Prefeitura Em nota, a Prefeitura de Campinas informou que “reitera que tomou medidas enérgicas assim que o Ministério Público apontou indícios de desvio de dinheiro público do Hospital Ouro Verde pela OS Vitale” e ponderou que “o contrato com a organização foi rompido e os servidores acusados de envolvimento foram sumariamente demitidos e afastados de seus cargos”. A Vitale chegou a tentar voltar à administração do hospital após o rompimento, mas a Justiça deu ganho de causa à Prefeitura. “Se alguém, seja de que lado for, cometeu ilícitos, deve pagar por isso perante a Justiça. A Administração Municipal é a maior interessada na elucidação de todas essas questões”, finaliza a Prefeitura em seu comunicado à imprensa.

Assuntos Relacionados
Compartilhar
Correio Popular© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por