Apesar do tom pacífico do evento em Campinas, nos bastidores ocorreram furtos de objetos e agressão
Ocorrência de furtos causou "peregrinação" de vítimas ao 1º Distrito Policial; sete aparelhos foram recuperados (Leandro Torres/AAN)
Ao mesmo tempo em que passa uma mensagem de tolerância, as paradas gays costumam servir de palco para atos criminosos. Com relação à 18ª edição da Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) de Campinas, ocorrida no final da tarde de anteontem, não foi diferente. Três pessoas, sendo um equatoriano, foram presas por furto. Ao menos sete celulares foram recuperados, sendo que cinco deles apreendidos com o estrangeiro. De acordo com a Polícia Civil, as vítimas relataram que o equatoriano agia com a mulher, separadamente, e foi pego após testemunhas avistarem a ação e avisarem a Guarda Municipal. A Polícia acredita que ao menos 150 pessoas tiveram celulares e outros objetos furtados durante o evento, que reuniu cerca de 50 mil pessoas na região central da cidade. Segundo a polícia, o casal de equatorianos se aproveitou da distração da multidão para furtar objetos. Eles agiam separados mas em alguns momentos foram vistos juntos. “Eu estava com o celular no bolso da frente da calça e não percebi quando ele foi retirado. Tinha muita gente”, contou o auxiliar de almoxarifado Anderson Martins, de 22 anos, que teve um Moto G4 plus, avaliado em R$ 1 mil, furtado. “Já participei de outras edições e essa é a primeira vez que fui vítima de furto”, contou o jovem, que tinha comprado o aparelho parcelado. De acordo com a polícia, os furtos de celulares sempre acontecem durante esse tipo de evento. Até um repórter fotográfico, Leandro Torres, do Grupo RAC, teve uma lente da câmara fotográfica furtada. Ele estava com a lente em uma pochete, presa na cintura, na parte da frente do corpo. Segundo ele, o objeto foi retirado sem que ele percebesse e no momento que fotografava o desfile. “Era muita gente e as pessoas se apertavam pra andar”, comentou. Segundo a Polícia Civil, dezenas de pessoas foram à delegacia para registrar boletim de ocorrência e também fazer o reconhecimento dos aparelhos apreendidos. Ontem pela manhã, além das ligações, os policiais atenderam vítimas que tinham esperança de reencontrar os celulares. “Só cinco aparelhos foram apreendidos e na mesma hora que a GM chegou aqui com os celulares, logo foram reconhecidos pelos donos e devolvidos”, disse um escrivão . Agressão Também durante o evento, um jovem de 21 anos foi agredido com golpes de garrafa de vidro no pescoço e costas. Ele estava com amigos quando foi atacado por um suspeito que já foi identificado. A vítima, que foi identificada como Nilton Roberto dos Santos Filho, foi socorrida e levada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital Municipal Doutor Mário Gatti, onde segue internado em estado grave de saúde.