Novo espaço fornecerá assistência e acompanhamento, além de serviços de intérprete e acompanhamento psicológico para familiares

A norma não prevê aumento do número de vagas reservadas nem "divisão" entre cotas raciais e para PcD (Osnei Restio/Divulgação)
A Prefeitura de Campinas inaugurou nesta quarta-feira (29) o Centro de Referência da Pessoa com Deficiência (CRPD), na região Central, o terceiro da cidade. No local também funcionará a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida. O novo espaço fornecerá assistência e acompanhamento aos usuários, além de serviços de intérprete de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) e acompanhamento psicológico para familiares. O CRPD fica na Avenida Anchieta, número 343, no Centro, e o prédio é acessível a todos os tipos de deficiência.São cinco andares, com auditório e salas para acolhimento. Os elevadores possuem sensores de voz para pessoas com deficiência visual e botões com inscrições em Braille. No Centro, os usuários também terão à disposição um computador adaptado e um leitor de livros para quem não enxerga. Esse equipamento faz a “tradução” da página do livro como se fosse uma leitura em voz alta. O CRPD atende a qualquer tipo de deficiência e objetivo é orientar qual o melhor serviço para cada pessoa. No local, uma assistente social e uma psicóloga atendem as pessoas e também fazem buscas ativas por meio de visitas domiciliares. O CRPD também disponibiliza serviço de informações e direcionamento para que empreendedores possam tirar dúvidas de normas de acessibilidade para eventos.O Centro de Referência da Pessoa com Deficiência funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na Avenida Anchieta, 323, no Centro. 22 funcionários trabalham no local. O aluguel do prédio é por três anos e o valor mensal é de R$ 17,5 mil.Em Campinas, atualmente, a estimativa é que existam 150 mil pessoas com algum tipo de deficiência. O número é da única estatística disponível, com base no Censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostrou que 15% da população da cidade tem alguma deficiência e outros 9% mobilidade reduzida. No entanto, a Prefeitura de Campinas planeja um levantamento próprio, que deve começar ainda neste semestre.Outros CentrosCampinas tem duas unidades do Centro de Referência da Pessoa com Deficiência (CRPD): do Centro e a outra, inaugurada em dezembro de 2014, que fica no Centro Integrado de Cidadania (CIC) - órgão do Estado -, no bairro Vida Nova. Desde dezembro de 2013 até março deste ano, 1.556 pessoas foram atendidas. Do total, os atendimentos se dividiram por categorias: 36% para saúde, 11% para educação, 20% para assistência social, 13% informações gerais e 20% outros serviços e informações. O CRPD também recebe denúncias dos órgãos competentes, como Ministério Público Estadual, Disque Denúncia, Disque 100 (do Governo Federal) e de munícipes, com ou sem deficiência. Em todos os casos, a equipe checa a denúncia e verifica a necessidade de acompanhamento do poder público. A Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida planeja começar neste semestre o levantamento de dados das pessoas com deficiência em Campinas, com o envio de questionários às residências junto com a conta de água. O Censo é uma forma de preparar políticas públicas na cidade e começou a ser elaborado em 2013.Segundo a secretária da pasta, Emmanuelle Alkmin, a primeira etapa está sendo finalizada, de confluência das bases usadas para estimar o número total. "Estamos eliminando as contradições. Em muitos casos, havia uma pessoa com três números de inscrição: uma na secretaria de Saúde, outro na Educação e um terceiro na Assistência Social", disse.Ela afirmou que em paralela ao filtro, também está sendo elaborada uma campanha de publicidade para mostrar a necessidade de preenchimento do cadastro. Além do envio para as residências, a Prefeitura disponibilizará o cadastro on-line e contactará pessoas sem acesso a leitura ou internet pelo telefone.