animais silvestres

Cidade terá Centro de Bem Estar

Área de proteção e recuperação animal será criada no Parque Via Norte

Alenita Ramirez
05/10/2019 às 11:07.
Atualizado em 30/03/2022 às 11:36

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), assinou na manhã de ontem, o Projeto de Lei (PL) que vai proibir a exposição de animais silvestres em cativeiro em parques, praças e bosques da cidade. Com a medida, o Bosque dos Jequitibás deverá deixar de ser um zoológico em cerca de dez anos. Durante a assinatura, o secretário do Verde, Rogério Menezes, comentou que a Pasta já está em trativas finais com o Ministério da Agricultura para a liberação de uma área próxima ao Jockey, no Parque Via Norte, às margens da Rodovia Anhanguera, para a implantação do Centro de Proteção do Bem Estar Animal, na qual será construída a base do Samu Animal, do Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal (DPBA) e do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), destinado a animais em situação de risco, resgatados na cidade. A expectativa é que este centro comece a ser construído no começo do ano que vem. Jonas Donizette atribuiu a criação da lei a uma adequação às mudanças dos tempos. De acordo com o Chefe do Executivo, em épocas passadas era comum as pessoas contemplarem animais enjaulados, porém, hoje isso mudou. "Campinas é uma cidade que as pessoas têm um amor, uma dedicação muito grande pelos animais e vejo que essa nova geração que vem crescendo não quer ver os animais presos. Temos mentalidades diferentes, no passado era de um jeito e nos novos tempos é de outro", disse o prefeito. De acordo com o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Dimas Paulella, hoje o Bosque conta com cerca de 200 animais em cativeiro como aves, répteis, leões, onça, jaguatirica, hipopótamo, lontra, veado, macaco e outros que nasceram no local e, se forem soltos, não se adaptariam mais à liberdade. Quando estas "gerações" morrerem, não serão mais substituídas. Além desses que estão em cativeiros, há outros cerca de 200 que circulam soltos pelo local, como cotias, preguiças, tatus e aves, que não serão retirados. A proposta do atual governo é de que o Bosque se torne um santuário para ajudar na preservação da fauna e no estudo das espécies. "Vai haver sim um período de transição porque tudo na vida tem de ser desta forma, pois não pode ser feito um corte brusco. Então vai ter todo um processo, não sei em qual tempo, mas que se inicia agora", disse Jonas Donizette. Pelos cálculos da Prefeitura, este período deve ser de cerca de dez anos, período com base na expectativa de vida dos animais que vivem em cativeiro. Uma das orientações do prefeito para o presidente da Câmara é que o projeto seja levado em audiência pública, antes de ser levado para votação do plenário.

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