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Comércio deve ter prejuízo de 33% no Dia das Mães

O Dia das Mães neste ano deve dar um tombo no comércio da região já que os estabelecimentos estão de portas fechadas por conta da quarentena

Francisco Lima Neto
02/05/2020 às 09:01.
Atualizado em 29/03/2022 às 12:24

O Dia das Mães neste ano deve dar um tombo no comércio da região já que os estabelecimentos estão de portas fechadas por conta da quarentena decorrente da pandemia de Covid-19. Tradicionalmente, esta é a segunda melhor data para o comércio, atrás apenas do Natal e, em tempos normais, o Dia das Mães costuma promover aumento das vendas no mês de maio — o que não vai acontecer neste ano. Levantamento feito pelo SindiVarejista de Campinas e Região em parceria com a FecomercioSP prevê queda de 33% nas vendas da temporada na região de Campinas em relação a 2019. Só na semana do Dia das Mães, deve haver um prejuízo de cerca de R$ 317 milhões. Para o mês, a baixa tende a atingir quase R$ 1,8 bilhão. Para calcular o prejuízo nas vendas nesta data, a entidade contabilizou o desempenho dos cinco principais segmentos que, habitualmente, registram altas nesse período: lojas de móveis e decoração, por exemplo, terão queda de 92%, com perda de R$ 42,9 milhões. Os demais segmentos são eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento (queda de 85%, perda de R$ 107,2 milhões); vestuário e calçados (queda de 73%, perda de R$ 95,7 milhões) e supermercados (queda de 13%, perda de R$ 71,4 milhões). O setor de farmácias e perfumarias é o que terá a menor perda, já que as farmácias continuam abertas. O prejuízo será de R$ 443 mil. De acordo com a entidade, a estimativa considera também as vendas que serão realizadas por delivery, internet e outros meios alternativos, mas ainda assim, todos os setores sofrerão baixa em maio. “O período de crise terá reflexos econômicos profundos, que vão dificultar a retomada das atividades em padrões adequados no médio prazo. Quando o comércio voltar a abrir as portas, não vai ter uma enxurrada de consumidores, todos virão paulatinamente, pouco a pouco. Muitos vão colocar a prioridade de cada um e muitos segmentos vão sofrer muito para conseguir de volta o consumidor. Não será nem um pouco fácil”, afirmou a presidente do SindiVarejista, Sanae Murayama Saito. No Estado a perda esperada é de 31% nas vendas no mês de maio. Na semana do Dia das Mães o prejuízo será de R$ 3,7 bilhões e, no mês, vai atingir R$ 19,3 bilhões. “Agora é o momento do empresário buscar alternativas para a manter a liquidez e o fluxo de caixa. Para isso, pode fazer um levantamento de estoque, diminuir a margem de lucro e realizar promoções. Buscar canais de vendas alternativas é fundamental. Pequenos comerciantes também podem se juntar para compartilhar mailings e mercadorias por consignação. Outra opção viável é que os vendedores atuem remotamente por meio de chats online, WhatsApp. Por fim, ainda é possível disponibilizar vouchers com descontos atrativos para consumo posterior. Agora é hora da inovação”, analisou a presidente.

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