RMC

Comércio digital puxa o crescimento das vendas

Na comparação com junho de 2019, porém, houve queda

Francisco Lima Neto
21/07/2020 às 09:54.
Atualizado em 28/03/2022 às 22:10
O e-commerce continua sendo o grande destaque para a evolução do comércio digital que, acoplado à prática do delivery motivado pela pandemia, expandiu as vendas (Divulgação)

O e-commerce continua sendo o grande destaque para a evolução do comércio digital que, acoplado à prática do delivery motivado pela pandemia, expandiu as vendas (Divulgação)

A Região Metropolitana de Campinas (RMC) teve aumento de 17,9% nas vendas do comércio em junho deste ano, na comparação ao mês de maio. Mas não há muito o que comemorar, já que na avaliação com junho de 2019 a queda foi de 22,5%, saindo de R$ 303,6 milhões para R$ 235,3 milhões, segundo a Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic). Considerando o Dia dos Namorados, no geral as vendas ficaram 40% abaixo em relação ao ano passado. No entanto, considerando apenas o e-commerce, o percentual das vendas online apenas na data comemorativa foi 40% maior do que o registrado na comercialização pelas vias digitais em 2019. Por conta da restrição do funcionamento do comércio na RMC desde o início da pandemia provocada pela Covid-19, o faturamento dos estabelecimentos que trabalham com varejo tem apresentado frequentes quedas, quando comparado ao mesmo período do ano passado. A maior parte das lojas tem conseguido alguma renda basicamente vendendo pela internet. O e-commerce continua sendo o grande destaque para a evolução do comércio digital que, acoplado à prática do delivery motivado pela pandemia, expandiu as vendas em 40% na comparação junho/2020 x junho/2019. "Essa dinamização do e-commerce é a maior contribuição que a pandemia pode dar ao comércio digital", analisa do economista Laerte Martins, diretor da Acic. As vendas digitais e o serviço de entrega, por serem as únicas oportunidades de transações comerciais nos últimos meses, levaram a Acic a disponibilizar para seus associados uma plataforma gratuita que permite a inclusão também de pequenos e médios empresários no universo digital. Segundo a associação, desenvolvida em parceria com a MarketUP, a ferramenta permite a criação de loja virtual gratuita, com layout personalizado de empresa e com toda estrutura necessária para que os empresários possam cadastrar seus produtos, integrar os meios de pagamento e o frete, por exemplo. A plataforma também auxilia na organização e no controle dos processos internos, como estoque, finanças, emissão de nota fiscal, contas a pagar e a receber, e gerenciamento de serviço de entregas (delivery), entre outros. Nas vendas físicas positivas continuam figurando os supermercados e hipermercados, com crescimento de 14,9%. Móveis, eletros e lojas de departamentos também tiveram resultados positivos com 3,5% de aumento nas vendas e material de construção com 20,1%. Vários são os setores que tiveram perdas no faturamento. As vendas no Turismo e Transportes caíram 74,5%; nos salões de beleza 60,5%; nos bares e restaurantes, 58,2%. Nas drogarias e farmácias, onde o faturamento vinha subindo até então, a queda foi de 3,48%. Ainda de acordo com a Acic, a movimentação financeira em junho, em Campinas, foi de R$ 870,6 milhões, contra R$ 1,111 bilhão em 2019, representando um prejuízo de 21,65%. Na RMC foram movimentados R$ 2,097 milhões este ano, contra R$ 2,645 bilhões no ano passado, registrando uma diferença percentual de 20,71%. Na avaliação de janeiro a junho de 2020, as vendas no varejo acumularam uma perda no faturamento de R$ 3,301 bilhões, cerca de 22,5% em relação ao mesmo período de 2019. Em Campinas, a perda no faturamento chega a R$ 1,417 bilhões, ou cerca de 22,3% em relação aos seis primeiros meses do ano passado.

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