contra o vitória

Confusão marca jogo da Ponte Preta em Campinas

Corre-corre, torcedores invadindo o gramado com pedras na mão, bombas, gás lacrimogêneo e muito medo. Foi assim, de uma forma que contrasta totalmente com o futebol, que terminou Ponte Preta x Vitória

Carlos Rodrigues e Inaê Miranda
cidades@rac.com.br
26/11/2017 às 21:39.
Atualizado em 23/04/2022 às 00:39

Corre-corre, torcedores invadindo o gramado com pedras na mão, bombas, gás lacrimogêneo e muito medo. Foi assim, de uma forma que contrasta totalmente com o futebol, que terminou Ponte Preta x Vitória, neste domingo (26). A confusão no Moisés Lucarelli começou logo após o terceiro gol do time baiano, aos 37' do segundo tempo. Assim que perceberam a invasão de campo de um grupo de torcedores, jogadores e comissão técnica dos dois clubes correram para os vestiários. Alguns atletas da Ponte ficaram nos vestiários do adversário. Um dos últimos a sair, o goleiro Aranha chegou a ser rodeado por alguns invasores, mas não foi agredido. Foto por: Carlos Sousa Ramos Foto por: Carlos Sousa Ramos Foto por: Carlos Sousa Ramos Foto por: Carlos Sousa Ramos Foto por: Carlos Sousa Ramos Foto por: Carlos Sousa Ramos Foto por: Carlos Sousa Ramos Foto por: Carlos Sousa Ramos Foto por: Carlos Sousa Ramos Foto por: Carlos Sousa Ramos Foto por: Carlos Sousa Ramos Foto por: Carlos Sousa Ramos Foto por: Carlos Sousa Ramos Foto por: Carlos Sousa Ramos Foto por: Carlos Sousa Ramos Exibir legenda 1100

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Confusão marca jogo da Ponte Preta em Campinas. Imediatamente, a Polícia Militar entrou em ação para conter o tumulto e houve confronto. Diversos objetos como paus, pedras, sapatos e até uma grade de ferro foram arremessados contra os policiais no interior do estádio. Vidraças foram quebradas e alambrados derrubados por todo o local. Também houve tumulto e depredação do lado de fora do estádio. Entre os danos, duas barracas foram derrubadas e mais vidraças danificadas. Imagens da televisão também flagraram a truculência de um policial ao abordar um pai que tentava proteger o filho. Tanto dentro quanto fora do Majestoso a PM usou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para dispersar o tumulto. O saldo foi de quatro detidos, três policiais feridos e diversos objetos apreendidos. Enquanto a confusão continuava, as duas equipes seguiram nos vestiários enquanto aguardavam uma decisão. Vagner Mancini, técnico do Vitória, relatou que o meia Yago passou mal e o atacante André Lima se machucou durante o tumulto. Foto por: Divulgação Foto por: Divulgação Foto por: Divulgação Foto por: Divulgação Foto por: Divulgação Foto por: Divulgação Foto por: Divulgação Foto por: Divulgação Exibir legenda 1100

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Confusão marca o jogo da Ponte Preta em Campinas. Após algum tempo de indefinição, a arbitragem condicionou a continuidade da partida — ainda haviam sete minutos a serem disputados — à garantia de segurança por parte da Polícia. Só após 48 minutos, veio a decisão de encerrar o jogo. Na sequência, Vanderlei Pereira, presidente da Ponte, fez um pronunciamento. Primeiro, lamentou a expulsão de Rodrigo. “O jogo estava tranquilo, dominado e faríamos mais gols. A expulsão foi muito infantil, por que fazer aquilo no atacante do Vitória”, disse o dirigente. O mandatário alvinegro também falou sobre o tumulto. “Não concordo com esse ato, que vai rodar mundo afora. Todo mundo estava com os nervos à flor da pele, ninguém gostaria que caísse, mas não justifica atos de vandalismo”. Os últimos torcedores só deixaram o Majestoso após mais de uma hora depois do fim do jogo. Com policiamento extremamente reforçado, a delegação da Macaca deixou o estádio, sob protestos de alguns torcedores, às 20h40.

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