TURISMO

Copa diminui reservas em hotéis de Campinas

Frustrando expectativa, procura é 50% menor para o período, que não terá eventos de negócios

Cecília Polycarpo
28/05/2014 às 05:00.
Atualizado em 24/04/2022 às 10:59

A rede hoteleira da Região Metropolitana de Campinas (RMC) esperava trabalhar com capacidade máxima entre junho e julho por causa do fluxo de turistas durante a Copa do Mundo, mas amarga taxa de reservas abaixo do esperado. Por enquanto, a taxa de ocupação está menor até que em anos anteriores no período, segundo o Convention & Visitors Bureau de Campinas e Região. O Correio entrou em contato com cinco hotéis associados do órgão que informaram que as reservas em junho caíram pelo menos 50% em relação a 2013.O mês é tradicionalmente aquecido para o setor na cidade, que costuma receber muitos executivos em congressos e eventos no meio do ano. No entanto, a programação das empresas foi adiada ou antecipada justamente por causa do Mundial, segundo o diretor-executivo de hotelaria do Bureau, Douglas Marcondes. Apesar de não citar números, um levantamento prévio da associação indicou a ocupação abaixo do esperado. “Vamos ter os números exatos e o índice de queda depois do dia 5 de junho, mas já podemos falar que o movimento será menor do que em anos anteriores”, explicou o diretor-executivo.Em nota oficial, o Bureau completou que “as empresas do setor de hotelaria da Região Metropolitana de Campinas não descartam a possibilidade de haver um aquecimento de última hora, e permanecerão preparadas para atender as demandas vindas do evento esportivo ou de quaisquer outros no período”.Marcondes alegou que a taxa baixa de reservas não é surpresa para o Bureau, que não esperava uma demanda grande de turistas pelo fato de Campinas não ser uma cidade-sede da Copa, apenas subsede. “A história de que torcedores poderiam ficar aqui por causa das seleções de Nigéria e Portugal não é real. E não existe demanda de profissionais de imprensa para cobrir essas delegações. Campinas está muito próxima de São Paulo.” Ainda de acordo com o diretor-executivo, junho é um dos melhores meses do ano na cidade, por causa da grande quantidade de eventos corporativos. Porém, muitas agendas foram antecipadas para maio, que foi excelente para os hotéis. “E Campinas não conseguiu uma substituição para este hiato. Sem a entrega da ampliação de Viracopos ou eventos oficiais, fica complicado conseguir preencher as suítes na Copa”, completou.Clique aqui e confira as notícias do hot site TurismoClique aqui e acompanhe as novidades sobre a Copa do MundoDescontos Se em janeiro os hotéis do município se comprometeram em um documento enviado ao Comitê da Copa a não aumentarem a tarifa durante o Mundial, agora as gerências fazem até preços promocionais para tentar ocupar os quartos no período. No início do ano, alguns sites anunciavam hospedagem em Campinas com preços até 240% maiores do que o normal, mas no Mercure Hotel, em Campinas, clientes que se hospedarem em junho pagarão R$ 199,00 pela suíte, um desconto de 38% em relação aos R$ 324,00 habituais. O departamento de reserva confirmou que a tarifa diferenciada é por causa da baixa demanda. A analista contábil do Opala Hotel, Mércia dos Santos, afirmou que a expectativa da empresa era de muitas reservas, principalmente por causa da movimentação de pessoas no Aeroporto Internacional de Viracopos durante a competição. “Mas não temos quase nenhuma reserva para junho. As que temos não são por causa da Copa”, disse. A gerente-geral do Vitória Hotel, Bárbara Porto, também informou que o único fluxo de hospedagem no local é da delegação da Nigéria e que as reservas de turistas ou executivos são iguais a zero. No Sleep In Galleria Hotel, a baixa nas reservas foi de 50%.

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