linha de frente

Corrente de solidariedade dá suporte

Uma grande corrente de solidariedade formou-se no País envolvendo empresas de grande e pequeno porte, instituições públicas e privadas

Gilson Rei
19/05/2020 às 07:56.
Atualizado em 29/03/2022 às 11:18

Uma grande corrente de solidariedade formou-se no País envolvendo empresas de grande e pequeno porte, instituições públicas e privadas, voluntários e pessoas anônimas para ajudar a população e os profissionais da linha de frente no combate ao coronavírus. Dentre as ações espalhadas pelo País, duas foram lançadas para a Região Metropolitana de Campinas (RMC), com a criação de cursos de profissionalização para apoio no combate ao contágio e entrega de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) aos profissionais que atuam em hospitais públicos e privados: uma por meio da Faculdade São Leopoldo Mandic e outra pela Sanphar — empresa de saúde animal do Erber Group Latam. A Sanphar — que tem plantas de produção em Campinas e em Belo Horizonte (MG) — engajou-se em um projeto social junto com empresas parceiras, oferecendo EPIs e cursos gratuitos para quem deseja se inserir no mercado de trabalho. Para isso, a Sanphar fez uma parceria com o "Programa Mãos à Obra" para fabricação de máscaras durante a pandemia. Cristina Hayashi, diretora de recursos humanos do Erber Group Latam, disse que, além de distribuir máscaras aos funcionários internos das empresas e aos profissionais da saúde, a Sanphar apoiou também um projeto social, oferecendo curso gratuitos para quem deseja se inserir no mercado de trabalho. Isso foi feito por meio do Programa Mãos à Obra, do qual é apoiadora, comprando centenas de máscaras de pano para entregar aos seus colaboradores. A confecção das máscaras de pano ficou a cargo dos alunos que fazem parte do projeto. "Desta forma, os colaboradores da Sanphar passam a dispor desse item extra de proteção durante o trajeto entre suas residências e a empresa, que é essencial principalmente para quem usa transporte público", disse Cristina. Além disso, outros EPIs estão sendo fornecidos para empresas e hospitais. O Programa Mãos à Obra oferece cursos gratuitos na região do bairro Campo Grande, em Campinas, para quem deseja se inserir no mercado de trabalho. Desta forma, atende à população em situação de desemprego com ampliação de conhecimentos e valorização das habilidades e do talento, a partir da instrumentalização para o trabalho. "As máscaras de pano são reutilizáveis. Portanto, basta lavar, secar e usar novamente. Além da preocupação constante da Sanphar com a segurança e saúde dos colaboradores, também trabalha para apoiar a sociedade de onde a fábrica está inserida", comentou Cristina. O Mãos à Obra oferece diferentes cursos, incluindo aulas de desenvolvimento de habilidades técnicas em artesanato a partir de materiais reaproveitáveis. O projeto é idealizado pelo Sesi, que disponibiliza os profissionais e o material didático dos cursos; Casa de Maria de Nazaré, que identifica, define e cadastra os participantes interessados em participar do programa; e a própria Sanphar, que patrocina e, por meio de feiras e bazares realizados dentro de suas instalações, permite que as pessoas assistidas tenham a oportunidade de expor e vender seus produtos aos seus colaboradores. Mandic A Faculdade São Leopoldo Mandic iniciou neste mês um projeto que prevê a doação de máscaras para serem usadas como forma de prevenção à Covid-19. A iniciativa é liderada por Vagner Ortega, da área de Odontologia Digital, e por José Luiz Cintra Junqueira, diretor-geral da instituição. A ação prevê a confecção de máscaras faciais (face shield) feitas em impressoras 3D. A Mandic mapeou quais eram os hospitais e postos de saúde que estavam enfrentando a falta do material e começou a fazer distribuição dos EPIs. Ortega disse que a Mandic conseguiu ir além no projeto com o apoio de empresas parceiras interessadas em ajudar a sociedade neste momento de pandemia. "Observamos que a demanda era muito maior do que a esperada inicialmente e decidimos buscar o apoio de empresas que fazem a produção em larga escala desse modelo de máscara", afirmou. A ideia atraiu um grupo de empresários que se mobilizou para elaborar as máscaras que acabaram se unindo ao projeto. Entre as participantes estão: Schneider Electric, HFF, Crie Light, Crismac, HSMV, Clariant, Remo, IPT, Helptech e Steck. A produção do suporte (frame) da máscara ficou por conta das empresas parceiras, enquanto que a parte do plástico (shield) — confeccionado em PETG, elásticos e empacotamento — ficou sob a responsabilidade da Faculdade São Leopoldo Mandic. Inicialmente está prevista a produção de mais de 20 mil máscaras. A distribuição já está sendo feita para os hospitais e postos de saúde de Campinas, Araras e Santa Bárbara D'Oeste.

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