O órgão esteve nesta quinta-feira (29) no Largo do Rosário, no Centro de Campinas, para realizar uma campanha pedindo apoio popular para a criação de uma lei que torne obrigatória uma série de exames para os alunos recém-formados na área

Para protocolar o projeto serão necessárias 500 mil assinaturas: organizadores tiraram dúvidas da população (Dominique Torquato)
O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) pretende reformular o sistema de aprovação dos alunos do curso de Medicina. O órgão esteve nesta quinta-feira (29) no Largo do Rosário, no Centro de Campinas, para realizar uma campanha pedindo apoio popular para a criação de uma lei que torne obrigatória uma série de exames para os alunos recém-formados na área. De acordo com a proposta, os estudantes seriam obrigados a passar por três avaliações técnicas durante o curso, sendo uma delas reprobatória. O modelo seria semelhante ao que hoje é aplicado aos alunos do curso de Direito, que precisam passar pela temida prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para poderem atuar depois de formados. Ontem, a caravana incluiu um posto de coleta para as assinaturas em favor do projeto, que será entregue ao Congresso Nacional. Ao todo, são necessárias 500 mil assinaturas para protocolar a iniciativa. No local, os organizadores tiraram dúvidas da população sobre a proposta e entregaram materiais informativos sobre funcionamento prático da lei. Segundo o presidente do Cremesp, Lavínio Nilton Camarim, os exames visam aprimorar o ensino médico e contribuir para uma melhora na qualidade do atendimento dos pacientes. “O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo já faz um exame que não é obrigatório há 13 anos, e nós chegamos à conclusão de que o ideal é que o médico recém-formado passe por uma avaliação, porque assim ele poderá saber como está se saindo na faculdade, se realmente está pronto para atuar no mercado”, explicou Camarim. O presidente ressaltou que apenas a última prova pode reprovar o estudante, e que os exames serão realizados sempre de dois em dois anos, para os alunos do segundo; quarto e sexto ano. “Os dois primeiros testes não reprovarão ninguém, porque o objetivo nesta etapa é ajudar o aluno e a faculdade. Queremos mostrar para ambos aonde estão as suas maiores deficiências ou dificuldades, com o objetivo de estimulá-los a melhorar sempre”, comentou Camarim. Caravanas Além de Campinas, as caravanas em prol do Exame Obrigatório acontecerão até o final do mês de abril pelas cidades do Estado de São Paulo. Até o momento, Franca, Ribeirão Preto, Piracicaba e Sorocaba já receberam a caravana. Os próximos municípios serão: Bauru, São José do Rio Preto, Santos, São José dos Campos e São Paulo. Segundo o presidente do Cremesp, o apoio da população é fundamental para a campanha. “O objetivo é tirar as dúvidas das pessoas sobre o exame e ressaltar a necessidade de uma prova que garanta a qualidade das faculdades de Medicina. Fomos muito bem recebidos nas cidades em que fomos até agora. Estamos com uma média de cerca de 500 assinaturas por cidade”, disse Camarim. De acordo com a assessoria de imprensa do Cremesp, até o momento, pouco mais de 32 mil assinaturas foram registradas. Além do abaixo-assinado, a campanha também conta com uma petição on-line, que pode ser acessada e assinada no endereço eletrônico: www.exameobrigatorio.com.br.