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Dengue será prioridade nos postos

Essa é a determinação da Secretaria de Saúde. A medida foi tomada após o município atingir, na última segunda, 799 ocorrências confirmadas da doença

Francisco Lima Neto
03/04/2019 às 09:00.
Atualizado em 04/04/2022 às 10:58

Os casos de suspeita de dengue devem ser tratados como prioridade em todos os 65 Centros de Saúde (CS) de Campinas. Essa é a determinação da Secretaria de Saúde. A medida foi tomada após o município atingir, na última segunda-feira, 799 ocorrências confirmadas da doença. Em todo o ano de 2018 foram apenas 301. A região mais afetada pela doença é a Noroeste — onde estão os distritos do Ouro Verde e Campo Grande —, que tem 370 confirmações, segundo dados divulgados pelo Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa). Foram estabelecidas duas unidades de referência na rede — Centro de Saúde São Bernardo, que é próximo ao Hospital Mário Gatti, e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Campo Grande, que fica na região mais afetada pela dengue. Essas unidades terão uma equipe exclusiva para atender casos da doença, com enfermagem, médico, coleta de exame e sala de hidratação. O primeiro já está em funcionamento e o segundo está em fase de organização. O governo municipal teme uma nova epidemia. Milhares de casos estão sob investigação e aguardam respostas. O número de casos confirmados de dengue neste ano, em Campinas, está acima do esperado, considerando-se a média histórica da década. Além disso, todos os casos de 2019 são do vírus tipo 2 (DEN-2), o que preocupa ainda mais as autoridades, já que quando uma pessoa pega um tipo de dengue, ela fica imune a ele automaticamente. O problema, contudo, é que como o tipo 2 não circulava na cidade há muito tempo, praticamente 100% dos moradores estão suscetíveis a serem contaminados. Segundo a Prefeitura, a cidade ainda não vive um cenário epidêmico, mas a situação é preocupante. Hoje ocorre uma reunião entre o Devisa, Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar, Hospital da PUC e toda a rede hospitalar privada para informar os números e organização de manejo clínico e assistência ao paciente de dengue. Além disso, continuam as ações de controle de criadouros e nebulização nas regiões afetadas pela doença, que são priorizadas de acordo com o número de casos. Também estão sendo realizadas ações educativas em escolas. A Secretaria de Saúde, por meio do Gabinete do secretário de Saúde, Carmino de Souza, está monitorando a situação diariamente, com comunicação direta com Centros de Saúde e as equipes que atuam em campo, no nível central e nas ações de assistência e de vigilância em Saúde. Caso necessário, medidas adicionais serão implementadas, informou a assessoria de imprensa da Administração.

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