em Indaiatuba

Disparam casos suspeitos de sarampo

A Prefeitura de Indaiatuba confirmou ontem que o número de casos suspeitos de sarampo na cidade aumentou de sete para 17 em apenas uma semana

Henrique Hein
07/08/2019 às 08:14.
Atualizado em 30/03/2022 às 19:14

A Prefeitura de Indaiatuba confirmou ontem que o número de casos suspeitos de sarampo na cidade aumentou de sete para 17 em apenas uma semana. Por enquanto, o município já tem dois casos confirmados em 2019, que ocorreram em crianças que mantinham a carteira de vacinação em dia — elas já estão em casa se recuperando da doença. A Administração informou também que todos os pacientes que aguardam o resultado do exame estão espalhados por vários bairros da cidade e que seus familiares já receberam o bloqueio vacinal. Além de Indaiatuba, outras sete cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) têm casos confirmados e/ou suspeitos de sarampo neste ano. São elas: Campinas, com quatro casos confirmados e um suspeito. Paulínia, com 11 casos suspeitos. Hortolândia, com um caso confirmado e cinco suspeitos; Jaguariúna e Americana, com um caso confirmado cada; e Sumaré, com um caso confirmado e oito sob investigação. O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmitida pela fala, tosse e espirro, e extremamente contagiosa, mas que pode ser prevenida pela vacina. A enfermidade pode ser contraída por pessoas de qualquer idade. As complicações infecciosas contribuem para a gravidade da doença, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. O vírus fica incubado por um período de 7 a 18 dias e pode resultar em quadros graves como pneumonia, diarreia, encefalite e até mesmo levar à morte. Nova recomendação Crianças de 6 meses a 1 ano que vão viajar para cidades com surto de sarampo devem ser vacinadas contra a doença 15 dias antes do deslocamento. A orientação foi dada ontem aos pais pelo Ministério da Saúde. Segundo a Pasta, a indicação é para 39 municípios dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e do Pará. Em São Paulo, a recomendação vale para 32 municípios, incluindo a Capital, que já está imunizando crianças dessa faixa etária. O objetivo da ação é interromper a circulação do vírus pelo País. Os municípios escolhidos estão com surto ativo da doença, quando há registro de crescimento do número de casos. De acordo com balanço do ministério, entre 5 de maio e 3 de agosto deste ano, foram registrados 907 casos confirmados de sarampo no Brasil, dos quais 901 foram no Estado de São Paulo. Rio de Janeiro, com 5 casos e a Bahia, com 1 também tiveram registros. Emergência O Ministério da Saúde deu na segunda-feira o primeiro passo para a decretação de emergência em saúde pública por sarampo. Diante do avanço de registros em São Paulo e da notificação de casos em outros sete Estados do País, o Ministério da Saúde colocou em operação o Comitê Operativo de Emergência em Saúde (COE). O grupo, com representantes de vigilância, vacinação, atendimento hospitalar, atenção básica e assistência farmacêutica, é encarregado de fazer um acompanhamento diário da evolução da epidemia. Antes, o monitoramento da Pasta era semanal. Até a semana passada, haviam sido confirmados no País 646 casos de sarampo, em oito Estados. A maior preocupação está em São Paulo, que concentra mais registros. Mas há também a constatação de que infecções se espalham por regiões turísticas, como Parati, no Rio, que já confirmou dez casos, e a cidade baiana de Porto Seguro, que notificou um caso suspeito. Com o COE, aumenta o alerta e se reduz a distância para que o País decrete estado de emergência. A instalação do grupo ocorre quatro meses depois de o Brasil perder o certificado de país livre do sarampo, dado em 2016. Dois fatores exerceram grande influência: o fato de o sarampo ser altamente contagioso e os níveis de cobertura vacinal se reduzirem. Os números da epidemia mostram que a maior parte dos casos confirmados está na população entre 1 e 5 anos e também entre jovens, que, se vacinados, estariam protegidos contra a doença. O secretário de Vigilância do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, descartou a possibilidade da decretação imediata de emergência em saúde pública. "A avaliação de risco é feita diariamente, mas desde janeiro temos intensificado as ações contra o sarampo", disse. Rejane Calixto, coordenadora em Saúde de São Paulo, também afirmou não haver uma decisão tomada. Kleber de Oliveira afirmou que um dos pontos desfavoráveis para a decretação de emergência seria a corrida aos postos. "Isso poderia drenar a capacidade de trabalho e de recursos, com o desperdício de imunizantes”. A decretação de emergência em saúde pública obedece a uma série de quesitos, como o risco de disseminação nacional, a gravidade elevada da doença, a reintrodução de doença erradicada e agentes infecciosos inesperados. O SARAMPO NA RMC Cidades            Casos confirmados Americana                       1 Campinas                        4 Hortolândia                      1 Indaiatuba                       2 Sumaré                           1 Jaguariúna                       1 Total                              10

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