indaiatuba

É a vanguarda do combate à dengue

A Prefeitura de Indaiatuba, que tem conseguido manter os números da dengue sob controle nos últimos anos, investe cada vez mais em novas tecnologias

Francisco Lima Neto
12/11/2019 às 07:44.
Atualizado em 30/03/2022 às 10:15

A Prefeitura de Indaiatuba, que tem conseguido manter os números da dengue sob controle nos últimos anos, investe cada vez mais em novas tecnologias para fazer frente à doença que tem avançado sob os municípios da região. O mais novo reforço no combate ao mosquito Aedes aegypti é o drone. O primeiro teste com o equipamento aconteceu ontem. No teste, o drone foi utilizado para aplicação de biolarvicida para combate ao mosquito que transmite a dengue e outras doenças. Segundo a Prefeitura, é a primeira vez que o equipamento é utilizado para essa finalidade no País. De acordo com Ulisses Bernardinetti, coordenador do Programa Municipal do Controle da Dengue, a aplicação do biolarvicida tem maior alcance com o drone. "Com o drone a gente consegue utilizar a tecnologia para aplicação em quarteirões de grande extensão, que o mini gerador não conseguiria. Consegue aplicar em edificações que têm fachadas altas, sobrados, prédios. Com o drone a gente conseguiu que o produto fosse espalhado uniformemente", diz. O teste foi realizado por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Indaiatuba, a empresa Maverick Drone e a empresa japonesa Sumitomo Chemical do Brasil Representações Ltda, que faz a aplicação espacial de larvicida biológico utilizando cepas do Bacillus thuringiensis israelensis (Bti). Para o teste, foram colocados criadores artificiais em vários pontos do bairro Cidade Nova. Esses criadouros são retirados após a aplicação do larvicida e, no laboratório, é verificado o quanto do produto atingiu o alvo. Além disso, larvas são colocadas nesses criadouros, que são checados por períodos intercalados até completar 48 horas. O resultado que vai comprovar a eficácia do método deve ficar pronto em cerca de 10 dias, segundo o coordenador. Até o último dia 1º de novembro, Indaiatuba tinha 283 casos confirmados de dengue, um de zika e cinco de chikungunya. Bernardinetti diz que o investimento é grande para preservar a vida e a saúde da população. "Os custos são exorbitantes com pessoas doentes, com epidemias. Isso causa transtorno para a Saúde e Economia da cidade. Todo o investimento é pensando na vida e na saúde das pessoas", afirma. Pioneira Essa não é a primeira inovação que Indaiatuba usa no combate ao mosquito. No mês de agosto, o mesmo biolarvicida foi testado, mas, na ocasião, a empresa Sumimoto fez a dispersão do produto com um Mini Gerador de Aerossol UBV, da empresa Guarany, pulverizando em direção aos imóveis, para alcançar vários ambientes e recipientes que acumulam água e também criadouros de difícil acesso para a equipe de combate à dengue. A coordenadora técnica da Sumitomo Chemical, Gabriele Luciana Saqui Medeiros, explica como é a ação do produto. “O ingrediente ativo de Vectobac® WG é composto de cristais protéicos e esporos, que aplicados na água são filtrados e ingeridos pelas larvas. Os cristais interagem com a parede intestinal das larvas, rompendo-as rapidamente, cessando sua atividade, esperando a morte dos insetos em 24 horas, após a aplicação do produto”, detalha. O teste foi realizado no Jardim Santa Cruz. Aedes do Bem Outro investimento do município é o Aedes do Bem, que deve ser expandido neste mês. A primeira fase do projeto resultou em até 96% de supressão de mosquitos selvagens Aedes aegypti em comunidades tratadas em comparação com áreas não tratadas. Desta vez a liberação dos mosquitos machos, que não picam, será feita através da instalação de pequenas caixas de papelão simples contendo ovos e água que serão instaladas nos bairros. Desta caixa, nascerão apenas os mosquitos machos Aedes do Bem. A 2ª geração de Aedes do bem™ da Oxitec contempla a liberação de mosquitos machos seguros e que não picam. Estes machos irão procurar por femêas selvagens em áreas de difícil acesso aos métodos de controle convencionais. Após o acasalamento, os descendentes femêas morrem, enquanto a prole macho sobrevive e continua a acasalar e reduzir ainda mais a população de mosquitos.

Assuntos Relacionados
Compartilhar
Correio Popular© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por