De acordo com o TRE, a eleição suplementar vai ocorrer no dia 1º de setembro e as candidaturas devem ser registradas até o dia 2 de agosto
Os eleitores de Paulínia voltam às urnas no dia 1º de setembro. Na última segunda-feira, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) aprovou em sessão plenária a Resolução 474/2019, que fixa a data e estabelece instruções para a realização da eleição suplementar para os cargos de prefeito e vice-prefeito. Mesmo antes de a data ser definida, cerca de 20 nomes já figuram como pré-candidatos. O município tem 74.394 eleitores e orçamento estimado em R$ 1,5 bilhão para 2019. De acordo com o TRE, a eleição suplementar vai ocorrer no dia 1º de setembro e as candidaturas devem ser registradas até o dia 2 de agosto. A propaganda eleitoral será permitida já no dia seguinte ao registro, dia 3. A diplomação dos eleitos será realizada até 4 de outubro. A decisão pela nova eleição ocorreu na primeira sessão da Corte depois do recesso. A exigência de nova eleição se deu em decorrência de decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que manteve a decisão proferida pelo TRE, de cassação dos mandatos de prefeito e vice-prefeito de Paulínia em 14 de maio de 2019. O prefeito Dixon Ronan de Carvalho (PP) e seu vice, Sandro Caprino (PRB), tiveram seus mandatos cassados por abuso de poder econômico e arrecadação ilícita de recursos na campanha de 2016. Partidos políticos iniciaram em maio uma série de reuniões internas para definir nomes, alianças e estratégias. Desde que o TRE confirmou, no ano passado, a cassação dos dois políticos, os diretórios municipais já vinham trabalhando a sucessão de Antônio Miguel Ferrari (DC), o Loira, que comanda a Prefeitura interinamente A lista de pré-candidato vai do prefeito interino Antonio Miguel Ferrari (DC), o Loira, passa por vereadores, ex-candidatos a prefeito e inclui até o prefeito e vice cassados.Segundo o TRE, a resolução com as regras, inclusive sobre quem pode participar do pleito, deve ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial. “A princípio, não pode participar quem deu causa à nulidade da eleição”, informou o órgão. Conforme o Correio Popular publicou em maio, Dixon e Caprino foram cassados e tornados inelegíveis por oito anos, em decisão de primeira instância, mas recorreram e conseguiram reverter a inelegibilidade. Eles podem se lançar candidatos nas eleições suplementares, e a inelegibilidade será confirmada, ou não, no momento do registro das candidaturas. O vencedor, no entanto, vai governar a cidade por um curto período, já que em 2020 haverá a eleição ordinária, e o vencedor toma posse em janeiro de 2021. Vaivém Desde 2013, Paulínia tem sofrido com a instabilidade política e acompanha um entra e sai de mandatários. Sete nomes se revezaram no comando da cidade por 12 vezes. Com a eleição suplementar vai conhecer seu 13º prefeito desde 2013. CALENDÁRIO 2 DE AGOSTO Prazo máximo para o registro oficial de candidaturas 3 DE AGOSTO Início da propaganda eleitoral 1º DE SETEMBRO Data da realização do pleito 4 DE OUTUBRO Prazo máximo para a diplomação dos eleitos Fonte: TRE-SP