quatro toneladas

Empresário é preso e carne é apreendida

O frigorífico e uma distribuidora foram lacradas por funcionarem de forma ilegal, sem autorização dos órgãos competentes

Alenita Ramirez
28/11/2017 às 19:53.
Atualizado em 22/04/2022 às 17:49
O frigorífico e uma distribuidora foram lacradas por funcionarem de forma ilegal, sem autorização dos órgãos competentes (Susi Baião)

O frigorífico e uma distribuidora foram lacradas por funcionarem de forma ilegal, sem autorização dos órgãos competentes (Susi Baião)

A Polícia Civil de Jaguariúna apreendeu entre segunda-feira e terça-feira de manhã quatro toneladas de carne de frango e de porco usadas na fabricação de linguiças e ao menos 400 quilos do embutido em supermercados da cidade. Um empresário de 34 anos foi preso por crime contra as relações de consumo. O frigorífico e uma distribuidora foram lacradas por funcionarem de forma ilegal, sem autorização dos órgãos competentes. A apreensão das carnes aconteceu durante operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Civil com apoio de fiscais da Prefeitura, Vigilância Sanitária local e fiscais da Secretaria Estadual de Agricultura. A ação foi consequência de uma denúncia anônima feita à polícia na semana passada, sobre a fabricação e comércio clandestino de embutidos. Com base nos dados, os policiais foram no bairro do Vargeão, onde localizaram a fábrica. No local, segundo a delegada do município, Juliana Beinatti Menardo, eram produzidos 800 quilos de linguiça por dia, o equivalente a 20 toneladas por mês. "O armazenamento das carnes era impróprio, as embalagens não tinham inspeções legais e as empresas não tinham registro e nem autorização de funcionamento. Até a água usada na fabricação está fora das especificações legais" , disse a delegada. Na fábrica trabalhavam 1o funcionários que eram registrado pela distribuidora. Segundo Juliana, a fabricava estava em funcionamento havia um ano e a distribuição era feita em ao menos 15 cidades da região. Terça-feira pela manhã, os policiais foram em alguns mercados da cidade e localizou produtos da empresa em cinco deles. Segundo a delegada, as investigações seguem, uma vez que a Cetesb será acionada para checar a informação fornecida pelo dono da fábrica de que a água usada na produção das linguiças era lançada diretamente no rio, sem tratamento. Caso seja comprovado, o empresário também responderá por crime ambiental.

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