NEGROS E PARDOS

EsPCEx adotará sistema de cotas

A novidade obedece uma determinação do Supremo Tribunal Federal

Henrique Hein/AAN
correiopontocom@rac.com.br
24/07/2018 às 21:39.
Atualizado em 23/04/2022 às 07:38

Fachada da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), em Campinas: instituição seguirá orientação do Supremo Tribunal Federal (STF) para o processo seletivo, anunciada em abril deste ano (Leandro Ferreira/AAN)

A Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), em Campinas, incluirá em seu processo seletivo deste ano o sistema de cotas para candidatos autodeclarados negros e pardos. A novidade obedece uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em abril, ordenou que todo e qualquer concurso das Forças Armadas reservasse 20% de suas vagas para pessoas negras ou pardas. Na semana passada, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), por exemplo, incluiu este sistema em seu vestibular. Com a novidade, o número deve crescer para esta edição do processo seletivo da escola militar campineira, já que das 445 vagas destinadas, 80 serão para negros do sexo masculino e nove para mulheres. Atualmente 42% dos alunos na escola são negros ou pardos, segundo a EsPCEx. Ainda segundo a escola, todos os cotistas serão submetidos a uma “comissão de verificação”, com o objetivo de evitar fraudes e verificar se o candidato é de fato negro ou pardo. Em caso de falsa declaração, o candidato será excluído do processo seletivo. As inscrições terminaram no começo deste mês e, segundo a EsPCEx, cerca de 41 mil pessoas concorrerão a uma vaga — 30 mil homens e 11 mil mulheres. Para efeito de comparação, é como se o curso de formação na Escola de Cadetes — com 92,1 candidatos/vaga — fosse o terceiro mais concorrido da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), atrás somente de medicina, com 278,9 candidatos/vaga e arquitetura e urbanismo, com 97,6. A passagem pelaEsPCEx é obrigatória para todos os jovens que sonham em um dia seguir carreira no Exército. Em Campinas, o aluno permanece alojado por um ano durante o seu período de formação. Se conseguir se formar, é enviado para a Academia Militar de Agulhas Negras, em Resende, no Rio de Janeiro, onde foca seus estudos na carreira militar pormais quatro anos, antes de ingressar no Exército, como tenente.

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