Objetivo é enviar as informações para um banco de dados e gerar alerta em caso de suspeita

Central Integrada de Monitoramento de Campinas (CIMCamp), responsável por gerenciar as imagens geradas por cerca de 300 câmeras: novos "espiões" têm recursos mais modernos (Dominique Torquato/AAN)
As novas câmeras e os sistemas inteligentes, disponibilizados pela chinesa Huawei e que entrarão em operação no monitoramento da segurança em Campinas, permitirão o reconhecimento facial. Esses dispositivos detectam rostos e objetos e enviam as informações para um banco de dados em nuvem que é capaz de identificar a pessoa se ela estiver cadastrada no sistema. Se houver indícios de atividades suspeitas, o sistema envia um alerta de segurança. Essa habilidade ainda não será explorada na primeira fase da operação, pela ausência de um banco de imagens. A Prefeitura começou a avaliar as capacidades dos sistemas que podem ter aplicações imediatas, como é o caso de análise de vídeo e suporte de decisão em tempo real. O diretor da Central Integrada de Monitoramento de Campinas (CIMCamp), Willian Barbanera, que se reuniu segunda-feira em São Paulo com técnicos da Huawei, CPqD e Informática dos Municípios Associados (IMA), disse que o projeto-piloto servirá de base para expandir a experiência para toda a cidade. “Nesse primeiro momento nos interessam as habilidades que possam ter resultados imediatos, de baixo custo, e que possam ser multiplicadas”, afirmou. Por isso, a análise de vídeo em tempo real é uma das possibilidades, porque reduzirá drasticamente o tempo de análise. Se houver um furto – por exemplo, os cabos elétricos que foram retirados na semana passada da carreta do Hospital do Amor que ficaria no Centro para exames de prevenção câncer – em local onde há câmera, um analista tem que olhar mais de dez horas as gravações para chegar até o momento em que houve o furto. O sistema da Huawei permite que se faça busca nas imagens, por exemplo, procurar todas as pessoas com camisa vermelha que passaram naquele dia no local. “Isso significa rapidez e dá mais eficiência ao trabalho”, afirmou. Outra habilidade do sistema que a Prefeitura deve explorar na primeira fase é o suporte de decisão em tempo real. As câmeras atuais têm capacidade de leitura das placas de veículo e o sistema está ligado a um banco de dados de veículos roubados. Ao passar pela câmera, o sistema dá o alerta. Mas ele não informa o destino que o veículo seguiu ao chegar no cruzamento. O sistema da Huawei fornece a direção que o veículo tomou, porque há uma filmadora no local cobrindo a região onde o monitoramento é feito. “Isso reduz em muito as horas de busca pelo veículo e aumenta a eficiência de localização de veículos furtados na cidade”, afirmou. “Começamos a avaliar onde as novas câmeras serão instaladas e quais as potencialidades do sistema que começaremos a explorar na primeira fase”, disse. Segundo, o reconhecimento facial entrará em uma fase posterior, porque haverá necessidade de o sistema estar conectado a um banco de dados de imagens de desaparedidos e procurados, como os das polícias. O CPqD e a IMA customizarão os equipamentos para atender as necessidades de Campinas na segurança. O sistema vai interligar as 300 câmeras de monitoramento do CIMcamp. Com o projeto, a cidade vai ampliar sua capacidade de monitoramento por câmeras e sistemas inteligentes. Hoje, todo o monitoramento está integrado com o Sistema Inteligente de Monitoramento Veicular (Simvecamp), que faz a fiscalização eletrônica de carros que entram na cidade de Campinas. O projeto-piloto, no entanto, não visa a fiscalização no trânsito, mas a segurança pública. O cronograma de instalação das câmeras e os locais serão definidos pela Secretaria de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública. O projeto está previsto para funcionar, inicialmente, por um ano. Após esse período, serão analisados os resultados.