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Estudo avalia Poupatempo dos Jequitibás

Em nota, a empresa informou que aguarda o recebimento da planta do imóvel com as informações oficiais da área para iniciar a análise

Daniel de Camargo
30/06/2020 às 07:43.
Atualizado em 28/03/2022 às 23:25
Implantação de órgão no Paço Municipal deve cumprir promessa do governo estadual em 2019 (Matheus Pereira/AAN)

Implantação de órgão no Paço Municipal deve cumprir promessa do governo estadual em 2019 (Matheus Pereira/AAN)

Após vistoria realizada na última sexta-feira, a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp), que administra o Programa Poupatempo, sinalizou positivamente quanto a instalação de uma unidade no espaço de 400 metros quadrados localizado no térreo do Paço Municipal, na região central, de Campinas. A implantação depende, agora, da confirmação de viabilidade técnica por meio de um estudo aprofundado. Em nota, a empresa informou que aguarda o recebimento da planta do imóvel com as informações oficiais da área para iniciar a análise. No local, cedido pelo prefeito Jonas Donizette (PSB), funcionam hoje o Porta Aberta Empresarial e o Departamento de Receitas Mobiliárias, que serão remanejados para espaços dentro do próprio Paço Municipal. Em vídeo publicado nas redes sociais, o vereador André Von Zuben (Cidadania) disse que os engenheiros e arquitetos da Prodesp analisaram que o local é adequado. De acordo com o parlamentar, o próximo passo contempla a elaboração de um croqui, que será apresentado ao Executivo para que seja definido um cronograma de implantação. Von Zuben é relator da comissão de representação instalada pela Câmara no último dia 7, para tentar manter aberta a unidade fechada recentemente, depois de funcionar por 22 anos na Avenida Francisco Glicério. Também participam os vereadores Cidão Santos (PSL), Filipe Marchesi (PSB), Gustavo Petta (PCdoB), Jorge da Farmácia (PSDB), Luiz Cirilo (PSDB), Pastor Elias Azevedo (PSB), Permínio Monteiro (PSB) e Zé Carlos (PSB). O ex-vereador e primeiro suplente Paulo Haddad (Cidadania), que foi diretor de serviços das unidades, está auxiliando. “Apresentamos argumentos ao governo paulista sobre a necessidade de se manter uma unidade do Poupatempo na região central, pois sem ela diversos serviços deixaram de ser realizados, além de sobrecarregar outros órgãos. Junte-se a isso que cerca de 150 pessoas perderam o emprego nesse momento de crise econômica por conta da pandemia”, disse Cirilo, que preside a comissão. Em oportunidades anteriores, o parlamentar destacou ainda que a solução elimina o gasto do Estado com aluguel. O imóvel na Glicério custava em torno de R$ 120 mil por mês. O motivo do fechamento, de acordo com a Prodesp, foi o fim do contrato com a terceirizada Esperança, que era responsável pelo atendimento. O prédio central já foi devolvido ao proprietário. No momento, as unidades do Poutatempo estão fechadas para enfrentamento da pandemia da Covid-19, conforme informa o site do programa. “A medida evita aglomerações”, frisa o aviso. Quando reaberto, caso ainda não esteja funcionando o serviço na Prefeitura, os atendimentos presenciais ocorrerão somente na unidade do Campinas Shopping, situado no Jardim do Lago, de mais difícil acesso. Novo modelo Se confirmada, a implantação de uma unidade no Paço Municipal cumprirá promessa feita pelo governo estadual em meados de 2019. Na ocasião, foi divulgado que cinco municípios, entre eles Campinas, haviam sido selecionados para testar um projeto que promoveria a modernização das instalações e do atendimento do Programa Poupatempo. Praticamente um ano depois, o modelo só não opera ainda em Campinas. Em Aguaí, Jales, Lençóis Paulista e Salto, já funciona o novo modelo. Nessas unidades, o serviço é prestado em um sistema integrado chamado de balcão único, que dá mais celeridade aos procedimentos e evita a ociosidade dos colaboradores. Em Campinas, o plano, condicionado obrigatoriamente à mudança do imóvel, era converter a unidade do Centro para esse novo conceito, que exige um espaço horizontal. Por isso, o prédio na Glicério foi avaliado como inadequado. Em março deste ano, o Executivo informou que, desde o segundo semestre do ano passado, analisava proposta do governo paulista para transferir a repartição para a região Noroeste, considerada a partir da área da Vila Teixeira, que abriga também o Hospital da PUC-Campinas e se estende pela Avenida John Boyd Dunlop. Contudo, houve o fechamento da unidade do Centro. A Prodesp informou, em outras oportunidades, que, desde o início das tratativas com o município, em 2019, buscava, em parceria com a Prefeitura, independentemente da localização, um espaço com infraestrutura adequada para manter os atendimentos à população. “O objetivo sempre foi ampliar os serviços oferecidos pelo Poupatempo a todos os 645 municípios, inclusive em Campinas”, frisava o texto.

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