SAÚDE EM CRISE

Faltam doses da vacina pentavalente na região

Municípios afirmam que o abastecimento cessou em diferentes períodos, com alguns sem as doses da vacina há cerca de dois meses

Beatriz Maineti
13/04/2018 às 20:55.
Atualizado em 23/04/2022 às 14:48
Imunização é contra doenças como tétano e coqueluche; os municípios afirmam que o abastecimento cessou em diferentes períodos (Cedoc/RAC)

Imunização é contra doenças como tétano e coqueluche; os municípios afirmam que o abastecimento cessou em diferentes períodos (Cedoc/RAC)

Cidades da RMC registraram, nos últimos meses, falta no abastecimento de vacinas pentavalente, que protege contra doenças como tétano e coqueluche. Municípios afirmam que o abastecimento cessou em diferentes períodos, com alguns sem as doses da vacina há cerca de dois meses. O Ministério da Saúde, responsável pelo abastecimento dos municípios, não deu previsão de reabastecimento. As prefeituras se preocupam devido a ação das doses, obrigatórias para crianças entre os dois e seis meses de idade, em três doses. Até o momento, o Ministério da Saúde não se posicionou em relação ao assunto. A vacina pentavalente previne que o vacinado contraia doenças como difteria, conhecida também como crupe, que causa infecções nas amígdalas, laringe, faringe, nariz, e até mesmo na pele, além de prevenir a hepatite B. A hepatite B é uma inflamação do fígado, causada pela infecção do vírus HPV, que pode provocar a chamada hepatite aguda, resultando em febre, enjoos, vômitos ou olhos e pele amarelados, ou um sério comprometimento do fígado, como cirrose e alterações na função hepática. A doença pode ser transmitida através do sangue ou de relações sexuais desprotegidas. Atualmente, a vacina contra a hepatite B, ou seja, a pentavalente, é a maneira mais eficaz de prevenção. Crianças devem tomar três doses dessa vacina, aos dois, quatro e seis meses de idade. Os municípios se preocupam com a falta de abastecimento em meio a procura da população. Outras vacinas, como a BCG e a pneumocócica 23-valente, estavam em falta nas prefeituras, porém o estoque de BCG foi reposto, enquanto a pneumocócica 23-valente é prescrita com orientação médica e em casos de campanha, que deve começar no próximo mês. Atualmente, apenas a pentavalente está em falta nas cidades da região. De acordo com as administrações dos municípios de Sumaré, Monte Mor e Valinhos, o Ministério da Saúde não passou previsão para que as vacinas voltem a ser distribuídas para os municípios. A Prefeitura de Sumaré informou, através de nota à imprensa, que orienta sua população a ligar, semanalmente, nas unidades vacinadoras para verificar a disponibilidade da vacina. Iinformou ainda que o Grupo de Vigilância Epidêmica (GVE) de Campinas disse, durante reunião realizada no final de março, que o Ministério da Saúde não disponibilizou previsão para o reabastecimento da pentavalente. O mesmo acontece em Monte Mor, onde, também através de nota, a Prefeitura confirmou o desabastecimento de doses da vacina no município. Além dessas cidades, Hortolândia e Americana confirmaram, por meio de nota, a falta das vacinas. Em Valinhos, onde a situação se repete, a Prefeitura Municipal estuda a possibilidade de adquirir as vacinas por conta própria, já que não há posicionamento sobre recebimento por parte do Ministério da Saúde. O município já enfrenta esta situação há uma semana, e, justamente pelo prazo em que aconteceu, a Prefeitura avalia a necessidade da compra de vacinas. Mas a administração de Valinhos não registrou fila de espera para esta vacina ou nenhuma outra. Em nota, o Ministério da Saúde informou que mantém a distribuição de vacinas em todo o País, e trabalha na regularização dos estoques em casos pontuais. A nota ressalta que essa distribuição é realizada mensalmente, de acordo com os estoques estaduais e nacionais. “Cabe aos estados, uma vez abastecidos, fazer o repasse aos municípios”. 

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