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Frota campineira se aproxima de um milhão

A frota de Campinas cresceu 1,91% no ano passado e chegou a 934.275 veículos, segundo levantamento dos licenciamentos registrados pelo Detran

Maria Teresa Costa
23/01/2019 às 10:02.
Atualizado em 05/04/2022 às 11:11

A frota de Campinas cresceu 1,91% no ano passado e chegou a 934.275 veículos, segundo levantamento dos licenciamentos registrados pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran). O crescimento é pequeno — mas mostra uma reação do mercado em relação a 2016, o pior dos últimos oito anos, quando a frota aumentou em apenas 0,87%. A cidade fechou 2018 com 17.593 carros, motos, ônibus, caminhões a mais em relação ao que tinha no ano anterior. Nesse período, 49 veículos foram agregados diariamente à frota. Esse crescimento, segundo o economista Henrique de Oliveira, consultor em varejo, deve-se à aposta na retomada da economia, que no ano passado começou a dar os primeiros sinais. “Poderemos ter um aumento de frota mais significativo este ano, em função de melhoras na economia, se as reformas tributária, fiscal e previdenciária ocorrerem”, disse. No País, as vendas de veículos novos cresceram em 2018, de acordo com a federação dos concessionários, a Fenabrave. Foram 14,6% a mais em relação a 2017, seguindo as previsões otimistas da associação. A associação dos fabricantes de veículos, Anfavea, estima que a venda de veículos novos vai seguir avançando este ano, mas a produção não deverá acompanhar o ritmo, pressionada pelo recuo das exportações para a Argentina. A maioria da frota de Campinas é formada por carros – eles são 625.232 veículos, um crescimento de 1,6% em relação a 2017. Em segundo lugar aparecem as motos, que somam uma frota de 136.065, um crescimento de 2,61%. Ambiente O crescimento da frota pode ser um indicativo de melhora da economia, mas é ruim para o meio ambiente. Os veículos são importantes contribuintes para o aumento das emissões de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. Os dados de 2018 ainda não estão disponíveis, mas as emissões na Região Metropolitana de Campinas (RMC) cresceram 14,6% em 2017 em relação a 2016, segundo levantamento da Secretaria de Estado de Energia e Mineração. As 20 cidades da RMC jogaram na atmosfera 6,8 milhões de toneladas desse gás envolvido no efeito estufa, responsável pelo aquecimento global. Campinas é a terceira cidade do Estado que mais emite CO2. Das 74,4 milhões de toneladas que o Estado de São Paulo jogou no ano passado, a cidade liberou 2,2 milhões de toneladas, participação de 2,9% no global estadual. O levantamento leva em consideração a queima de energéticos como gás natural, gasolina automotiva e de aviação, óleo diesel, óleo combustível, querosene iluminante e de aviação, GLP (gás liquefeito de petróleo), coque de petróleo e asfalto. No caso de Campinas, a maior emissão vem da frota de veículos, segundo o ambientalista Jorge Christi. “Só não é maior porque nossa frota tem um percentual alto de veículos movido a álcool”, afirma. O aumento da concentração de dióxido de carbono implica o aumento da capacidade da atmosfera em reter calor e, consequentemente, da temperatura do planeta. O excesso de dióxido de carbono que atualmente é lançado para a atmosfera resulta da queima de combustíveis fósseis principalmente pelo setor industrial e de transporte. Repasse de IPVA sobe 2,84% em 2018 O repasse do Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor (IPVA) para Campinas teve um crescimento de 2,84% no ano passado, em relação a 2017. Esse imposto é pago por todo dono de veículo no início de ano ao Estado onde está registrado. Ele é calculado sobre o valor de mercado que consta nas tabelas publicadas por ente federativo. O percentual aplicado, a alíquota, varia de acordo com a tributação de cada Estado. Em São Paulo, a alíquota é de 4% para veículos de passeio movidos a gasolina e bicombustíveis e picapes de cabine dupla; de 3% para veículos de passeio movidos exclusivamente a álcool, eletricidade ou gás natural; de 2% para utilitários de cabine simples, ônibus, motocicletas, motonetas, quadriciclos e similares e 1% para caminhões. O valor arrecadado fica 50% com o Estado e a outra metade é repassada ao município onde foi efetuado o licenciamento. Há casos específicos de isenção de IPVA, como, por exemplo, veículos de transporte público de passageiros. A FROTA DE CAMPINAS Ano     Veículos   Crescimento(%) 2018    934.275    1,91 2017    916.682    1,59 2016    902.306    0,87 2015    894.499    1,67 2014    879.734    2,24 2013    860.430    4,62 2012    822.388    5,62 2011    778.620    6,91 2010    728.251      – Fonte: Detran

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