Homem foi preso ontem, em ação conjunta, no Condomínio Swiss Park, acusado de sonegar R$ 538 mi

Foram empregados 200 policiais em ações em São Paulo e em mais seis outros estados do País (Wagner Souza/AAN)
Um homem foi preso, na manhã de ontem, em uma residência do Condomínio Davos, no Swiss Park, em Campinas, suspeito de gerenciar uma organização criminosa especializada na adulteração de combustíveis, que teria sonegado quase R$ 538 milhões em tributos federais não recolhidos - já somadas as multas aduaneiras- em processos irregulares de importação. Deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), com apoio da Receita Federal (RF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Operação Arinna – nome dado em alusão à deusa do Sol da civilização hitita - cumpriu, ao todo, 15 mandados de busca e apreensão e dois de prisão. Foram empregados aproximadamente 200 policiais em ações em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, na Bahia, no Tocantins, em Rondônia e no Rio Grande do Sul. O MP-SP informou que a empresa alvo dos mandados tem sede em Limeira. O suspeito tido como chefe do esquema foi preso em sua casa, em Santo André, no ABC Paulista. De acordo com as investigações, o grupo adulterava o composto químico Arla 32, um reagente utilizado para garantir maior eficiência com menor poluição ambiental em motores a diesel dos veículos fabricados a partir de 2012. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), desrespeitar os parâmetros de emissão resulta em infração grave, cabendo até mesmo a retenção do veículo. Foi constatado que, o esquema consiste em fabricar o composto utilizando-se de ureia, normalmente usada para a produção de adubos e fertilizantes. Essa prática, além dos danos ambientais, compromete os motores dos caminhões. Verificou-se também que a organização criminosa adquiri nafta (produto incolor extraído do petróleo e matéria-prima básica para a produção de plástico) sob a justificativa de que o produto seria destinado à fabricação de tintas e vernizes. Porém, os elementos colhidos até o momento indicam que o insumo estaria sendo desviado para misturar com gasolina. Com a utilização indevida da nafta, o grupo investigado teria sonegado os tributos federais.