Um Guarda Civil Municipal aposentado está sendo acusado, pelos pais de uma garota de 14 anos, de haver abusado sexualmente da jovem
Um Guarda Civil Municipal aposentado está sendo acusado, pelos pais de uma garota de 14 anos, de haver abusado sexualmente da jovem. Segundo o casal, a tentativa de estupro ocorreu em outubro de 2017, num bairro da região norte de Piracicaba, onde residia a vítima e sua família, mas somente agora veio à tona. O caso foi relatado no boletim de ocorrência nº 2324, elaborado na Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher, no último dia 5. Segundo o histórico do B.O., o autor do crime usou o celular de sua filha (que é amiga da vítima), se passando por ela, para enviar uma mensagem e, assim, atrair a garota até sua casa. A casa do guarda municipal acusado é vizinha à da vítima, que à época tinha 13 anos. Ao chegar à casa da amiga, a vítima encontrou o homem sozinho, que, em seguida, acionou um filme pornográfico e ofereceu bebida alcoólica à jovem. A garota se recusou a beber e assistir ao filme, mas o homem passou a beijá-la no pescoço e acariciar seus seios e sua genitália. A vítima, então, tentou gritar e disse que chamaria a mãe, pois esta ouviria pelo fato das casas serem coladas. Neste momento, segundo o documento policial, o autor teria se irritado, colocado uma nota de R$ 100,00 no sutiã da vítima e liberado a garota mediante uma ameaça - caso ela contasse o fato a alguém, ele mataria seus pais e seus irmãos. O BO ainda informa que, o acusado fora visto algumas vezes sobre telhado de sua edícula, apenas de shorts e massageando seu genital. E a mãe da vítima também relata que já flagrou o acusado subindo em seu muro, sem o seu consentimento, para bisbilhotar o interior de sua casa. Segundo a mãe da jovem, após assistir a um culto sobre o assunto (abuso sexual de menores) numa igreja evangélica a vítima desabou a chorar, despertando a atenção do pastor. "Depois ela desabafou com o pastor, que a incentivou a contar a história para a família. Até que, no domingo retrasado (dia 4), ela contou para mim e meu marido", diz a progenitora. Ciente, a família da vítima denunciou o caso à Guarda Civil (para a abertura de um inquérito interno) e registrou o BO na Delegacia da Mulher. A vítima está recebendo tratamento psicológico, de assistentes sociais e acompanhamento psicossocial do Conselho Tutelar. O caso deve ser investigado como "averiguação de tentativa de estupro de vulnerável".