O HC da Unicamp foi habilitado para realização de diagnóstico da Covid-19, segundo informe divulgado nesta quarta-feira pela universidade
O Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp foi habilitado para realização de diagnóstico da Covid-19, segundo informe divulgado nesta quarta-feira (1) pela universidade. Os testes para a detecção do novo coronavírus foram desenvolvidos pela força-tarefa criada na instituição e liderada pelo professor Marcelo Mori, do Instituto de Biologia (IB). A condução dos diagnósticos será realizada pelo Laboratório de Patologia Clínica do HC. A universidade informa que a testagem será realizada primeiramente nos pacientes internados e nos profissionais de saúde. “A prioridade são as pessoas que estão na internação, pois elas precisam seguir num protocolo de cuidado específico para a Covid-19”. Dessa forma, o foco inicial será dentro do HC. “É preciso verificar se as pessoas têm ou não o vírus para distribuir os leitos”, explica o coordenador de comunicação da força-tarefa, professor Henrique Marques-Souza. O credenciamento do HC foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo desta quarta-feira, 1º de abril. O comunicado também habilitou para o diagnóstico da Covid-19 a Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto. Com isso, estima-se que haja um desafogamento na fila de testes do Instituto Adolfo Lutz (IAL), o laboratório referência no estado para a detecção da doença causada pelo novo coronavírus. O IAL, até a terça-feira, 31 de março, possuía uma fila de 14 mil testes aguardando resultado. A expectativa é que depois de identificada a demanda interna, a capacidade de realização de diagnósticos seja ampliada. “Conforme formos conseguindo maior capacidade de testes, existe a possibilidade de expansão”, afirma Marques-Souza. Os testes Uma equipe do Laboratório de Estudos de Vírus Emergentes (LEVE) do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, em colaboração com outros docentes do IB, da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) e do LNBio, começou no dia 17 de marçlo, o processo de elaboração de um teste para a detecção da Covid-19. A partir da amostra do coronavírus do primeiro paciente infectado no Brasil, os pesquisadores iniciaram os procedimentos que visam dar agilidade ao diagnóstico local e, assim, contribuir para o controle da doença.