Cidade de característica industrial mantém 100% de ocupação urbana; capital das flores colhe os frutos de bons índices de qualidade de vida

George vive em Betel, distrito de Paulínia que teve alto índice de urbanização, mas mantém característica rural (Camila Moreira/ AAN)
Das 20 cidades que compõem a área metropolitana de Campinas, Hortolândia obteve pleno grau de urbanização no período de 2000 a 2014. A cidade é 100% urbanizada. Já Holambra foi o município com maior crescimento na taxa de urbanização (43%) no período considerado, um crescimento médio de quase 2,6% ao ano. Holambra é seguida de Santo Antonio de Posse, com crescimento de 15,43%, uma variação média de 1% ao ano. As cidades de Campinas e Hortolândia não indicaram variação média no nível percentual de urbanização nos últimos 15 anos. Em Holambra, o forte apelo turístico incentivou a construção de moradias e condomínios na zona urbana da cidade. Segundo a arquiteta e urbanista do Departamento de Obras e Planejamento, Elisa Pennings, Holambra é uma cidade nova e isso contribui para o crescimento da área urbana. A cidade foi emancipada há 22 anos. “É natural que isso ocorra. Além disso, desde o início existe a qualidade de vida, índices de segurança e qualidade ambiental, e serviços públicos de qualidade. Isso atrai”, disse. Segundo ela, há também a questão da proximidade com outras cidades grandes da RMC. A área urbana ainda não foi totalmente ocupada, na cidade, e isso ajuda no aumento da população. Houve também crescimento de construções residências em condomínios fechados. “Há loteamentos que não estão totalmente ocupados, e a construção continua”, disse. Em relação ao zoneamento — o atual Plano Diretor é de 2002 —, não houve mudanças, mas a revisão da lei terá diretrizes para adequar as necessidades da cidade. A continuação do crescimento urbano é prioridade, mas de forma ordenada, segundo a Administração. Outro exemplo de urbanização no período é o distrito de Betel, em Paulínia. Essencialmente rural no passado, hoje a urbanização toma conta do cenário, restando ainda alguns agricultores no local. Pela atual lei, são permitidas construções residenciais, comércios e serviço e industrial. Paulínia apresentou índice de urbanização de 1,02% no período do estudo do Seade. Apesar da mudança, o agricultor George Guido Borrmann ainda mantém o negócio que sustenta sua família há 35 anos: produção de frutas. Ele afirmou que não pretende sair do local que, para ele, é ainda zona rural. “É mais tranquilo, os vizinhos se conhecem. De vez em quando a gente se encontra, faz um churrasco”, disse. Ele diz que, apesar de “ninguém dar valor para o agricultor”, a vida é melhor para quem mora na área rural.