RMC

Hortolândia e Holambra são destaques em nível de urbanização

Cidade de característica industrial mantém 100% de ocupação urbana; capital das flores colhe os frutos de bons índices de qualidade de vida

Sarah Brito
28/03/2015 às 12:58.
Atualizado em 23/04/2022 às 18:18
George vive em Betel, distrito de Paulínia que teve alto índice de urbanização, mas mantém característica rural (Camila Moreira/ AAN)

George vive em Betel, distrito de Paulínia que teve alto índice de urbanização, mas mantém característica rural (Camila Moreira/ AAN)

Das 20 cidades que compõem a área metropolitana de Campinas, Hortolândia obteve pleno grau de urbanização no período de 2000 a 2014. A cidade é 100% urbanizada. Já Holambra foi o município com maior crescimento na taxa de urbanização (43%) no período considerado, um crescimento médio de quase 2,6% ao ano.   Holambra é seguida de Santo Antonio de Posse, com crescimento de 15,43%, uma variação média de 1% ao ano.   As cidades de Campinas e Hortolândia não indicaram variação média no nível percentual de urbanização nos últimos 15 anos.    Em Holambra, o forte apelo turístico incentivou a construção de moradias e condomínios na zona urbana da cidade. Segundo a arquiteta e urbanista do Departamento de Obras e Planejamento, Elisa Pennings, Holambra é uma cidade nova e isso contribui para o crescimento da área urbana.   A cidade foi emancipada há 22 anos. “É natural que isso ocorra. Além disso, desde o início existe a qualidade de vida, índices de segurança e qualidade ambiental, e serviços públicos de qualidade. Isso atrai”, disse.   Segundo ela, há também a questão da proximidade com outras cidades grandes da RMC. A área urbana ainda não foi totalmente ocupada, na cidade, e isso ajuda no aumento da população. Houve também crescimento de construções residências em condomínios fechados.   “Há loteamentos que não estão totalmente ocupados, e a construção continua”, disse. Em relação ao zoneamento — o atual Plano Diretor é de 2002 —, não houve mudanças, mas a revisão da lei terá diretrizes para adequar as necessidades da cidade. A continuação do crescimento urbano é prioridade, mas de forma ordenada, segundo a Administração. Outro exemplo de urbanização no período é o distrito de Betel, em Paulínia.   Essencialmente rural no passado, hoje a urbanização toma conta do cenário, restando ainda alguns agricultores no local. Pela atual lei, são permitidas construções residenciais, comércios e serviço e industrial. Paulínia apresentou índice de urbanização de 1,02% no período do estudo do Seade.    Apesar da mudança, o agricultor George Guido Borrmann ainda mantém o negócio que sustenta sua família há 35 anos: produção de frutas. Ele afirmou que não pretende sair do local que, para ele, é ainda zona rural.   “É mais tranquilo, os vizinhos se conhecem. De vez em quando a gente se encontra, faz um churrasco”, disse. Ele diz que, apesar de “ninguém dar valor para o agricultor”, a vida é melhor para quem mora na área rural.

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