amostragem

Inquérito sorológico tem início

A Prefeitura de Campinas começou na última segunda-feira a aplicar testes rápidos de Covid-19 em 1.700 pessoas, chamado de "Inquérito sorológico"

Francisco Lima Neto
francisco.neto@rac.com.br
11/06/2020 às 12:21.
Atualizado em 29/03/2022 às 09:25

A Prefeitura de Campinas começou na última segunda-feira a aplicar testes rápidos de Covid-19 em 1.700 pessoas. Chamado de “Inquérito sorológico”, o objetivo da testagem é saber onde o vírus circulou e com qual intensidade nas diversas regiões da cidade. A ação, com metodologia de amostragem foi feita em parceria com a Unicamp, segue até o dia 19. “Foi feito um cálculo amostral para sabermos o nível de transmissão e infecção pelo coronavírus. A ideia é saber a vulnerabilidade da nossa população, ou seja, quantos já tiveram contato com o vírus. Isso é muito importante para construirmos o plano de enfrentamento para o futuro”, diz o secretário municipal de Saúde, Carmino de Souza. Para selecionar as residências que receberão o teste, foi realizado um sorteio, via computador. Serão coletadas amostras em todas as regiões da cidade. Será um teste rápido e o resultado sairá em menos de 15 minutos. Uma gota de sangue é coletada da ponta do dedo da pessoa e o aparelho vai examinar a quantidade de anticorpos, se já houve contato com o coronavírus. Se der positivo, o teste será feito nos demais moradores da residência. Caso tenha sintomas, a pessoa testada será orientada em como proceder. As equipes de saúde dos 66 Centros de Saúde de Campinas irão até as residências para fazer o teste e estarão identificadas. As pessoas são livres para aceitar ou não fazer os testes, que não têm custo algum. "Essa testagem é um instrumento a mais para a gente fazer diagnósticos e elaborar ações para grupos específicos, em áreas específicas. Podemos ver se na periferia tem mais exposição ou não, e criar estratégias de isolamento, já que alguns moram em casas com mais de 10 pessoas e têm dificuldade de fazer o isolamento, por exemplo", explicou Valéria Correa de Almeida, médica infectologista, da Coordenadoria de Vigilância de Agravos e Doenças Transmissíveis. Somente ao final da ação haverá um balanço de quantas pessoas foram efetivamente testadas e os resultados.

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