COMISSÃO PROCESSANTE

Jonas avisa que CP não paralisará Administração

Prefeito diz que situação atual é diferente da que cassou Hélio

Maria Teresa Costa
30/11/2018 às 21:37.
Atualizado em 05/04/2022 às 20:02

O prefeito Jonas Donizette (PSB) disse que a Administração não ficará paralisada enquanto durar as investigações da Comissão Processante (CP) aprovada na segunda-feira pela Câmara Municipal, para investigar responsabilidade nas denúncias de desvio de verbas públicas da saúde no Hospital Ouro Verde. Segundo ele, as situações de 2011, que culminaram com a cassação do prefeito Hélio de Oliveira Santos e do vice Demétrio Vilagra, são diferentes das que ocorrem agora. Em 2011, a Administração ficou paralisada. “As pessoas têm compreensão, principalmente as que se relacionam com a Prefeitura, como os empreendedores, prestadores de serviços, e podem ser ouvidas sobre a postura séria do nosso governo, que cuida da cidade com zelo”, disse Jonas, na visita às novas instalações da Subprefeitura do Ouro Verde, no 1º andar do Shopping Spazio Ouro Verde. “Administração pública tem esses momentos. Temos que separar as duas coisas. A primeira é a obrigação de esclarecer, de prestar contas à população e isso estamos fazendo. Segundo é combater essa parte política que é mais ávida por crise e isso é ruim para a cidade, porque Campinas teve, no passado, problema de estagnação. Eu garanto à população que isso não terá. Temos um programa em andamento, um planejamento de entrega de obras. O nosso programa de metas e trabalho será cumprido independentemente de qualquer outra circunstância”, afirmou. O prefeito afirmou ter plena tranquilidade de seus atos e que as escutas telefônicas lhe dão um atestado de idoneidade, que, na sua opinião, é difícil uma pessoa ter igual. “Não tem uma pessoa falando que conversou comigo, que obteve vantagem. Foram meses de escuta. Na verdade o que tem é gente reclamando de mim, de que eu não dava mais dinheiro, que não atendida, falando que ia parar o hospital para pressionar o prefeito. Em nenhum momento, aquilo que as pessoas queiram foi atendido”, disse. Jonas afirmou também que administrar é muitas vezes sofrer pressões que não ficam expostas à população, como ocorreu nesse caso. “O que se mostrou foi que eu fui firme e zelei pela cidade. Tenho total tranquilidade, as minhas energias nesse momento estão voltadas para o trabalho, para melhorar Campinas”, afirmou. Em 2011, quando instalada a Comissão Processante para investigar o prefeito Hélio de Oliveira Santos, a administração permaneceu estagnada por meses. Funcionários tinham receio de assinar documentos, aprovar empreendimentos e um dos setores mais impactados foi o da construção civil. Na época, empresários do setor reclamaram que não conseguiam que processos de aprovação andassem, porque os funcionários se sentiam inseguros em assinar documentos. A comissão que investigou Hélio apontou omissão do prefeito em relação às infrações político-administrativas e atos de corrupção praticados por integrantes do primeiro escalão da administração na Sanasa; irresponsabilidade legal e política de Santos na defesa de bens no caso de parcelamento de solo; e comportamento incompatível com a dignidade e decoro de seu cargo ao ignorar tráfico de influência na liberação de alvarás para instalação de antenas de celulares. Hélio foi cassado e no final de 2011, o vice Demétrio Vilagra teve o mesmo destino — a Comissão Processante concluiu que houve quebra de decoro porque ele não impediu um esquema de corrupção na Sanasa nas sete vezes em que assumiu a Prefeitura no lugar de Hélio. 

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