Ação é necessária para retirar sedimentos acumulados no fundo, causados por resíduos que descem de terrenos do entorno
Sedimentos retirados passam agora por secagem em uma área do parque para depois serem levados ao aterro sanitário Delta A; Lagoa do Jambeiro é um dos 25 parques e bosques de Campinas (Rodrigo Zanotto)
A lagoa da Praça José Ferreira de Toledo, conhecida como Parque Ecológico do Jambeiro e Lagoa do Jambeiro, em Campinas, passou por serviço de desassoreamento realizado pela Secretaria de Serviços Públicos. Os trabalhos já foram concluídos. De acordo com a assessoria da Prefeitura, os próximos desassoreamentos serão nos córregos do Jardim Santa Rosa e Recanto dos Dourados.
A lagoa tem um espelho d’água de cerca de 10 mil metros quadrados que precisa ser desassoreado de duas a três vezes por ano. A ação é necessária para retirar os sedimentos acumulados no fundo, causados por resíduos que descem de terrenos do entorno e provocam o assoreamento.
Segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, a retirada de sedimentos aumenta a oxigenação da água e contribui para a preservação da vida aquática. Durante a ação, foram utilizados uma escavadeira hidráulica e três caminhões.
SECAGEM Os sedimentos retirados passam agora por secagem em uma área do parque para depois serem levados ao aterro sanitário Delta A. A quantidade do volume retirado será contabilizada quando o material for transportado.
O Parque Lagoa do Jambeiro é um dos 25 parques e bosques de Campinas. Possui área de 42,2 mil metros quadrados e está localizado entre as Ruas Eduardo Monkecevic, João Nonato Rosseti e Edmundo Vosgrau, no bairro Parque Jambeiro, região Sul da cidade.
O espaço conta com pista de caminhada, parque infantil, academia ao ar livre, banheiros, paisagismo e adensamento de árvores. O parque funciona todos os dias, das 6h às 18h, com entrada gratuita.
Em maio do ano passado, o Correio Popular publicou reportagem sobre a Lagoa do Jambeiro, que era alvo de críticas da população. O local sofre constantemente com o acúmulo de terra e areia, que diminui o volume de água.
O local é alvo de reclamações há pelo menos 10 anos. Em vários pontos da lagoa há um processo de assoreamento, que é o acúmulo de sedimentos, como terra e areia, que diminuem o volume de água.
De acordo com a Prefeitura, o local já passou por um processo de desassoreamento em 2017, mas o problema nunca foi completamente resolvido. Em 2020, o local foi oficializado como Parque Ecológico e constantes manutenções são feitas no local para retirar o excesso de terra da lagoa. No entanto, os moradores relataram que os serviços são paliativos e que o problema persiste.
IMPASSE
A lagoa fica no ponto mais baixo do bairro, gerando o problema de acúmulo de água em épocas de chuvas mais intensas. O secretário de Serviços Públicos explicou, na época, que o parque passou pelo processo de revitalização em 2017, quando foi realizado desassoreamento; porém, a situação foi considerada um impasse.
O secretário disse que o córrego que deságua na lagoa vem desde Valinhos, passando por várias propriedades rurais, ruas de terra e terrenos não urbanizados. Portanto, especialmente quando chove, há um volume de terra e areia que desce pelo córrego até o parque.
“É um impasse, porque não há como impedir que a atividade agrícola aconteça. E isso só deve se amenizar quando essa região a montante da lagoa sofrer um processo de urbanização, com a pavimentação das ruas, e o solo não ficar mais solto”, explicou na época.
Para mitigar a situação, a estratégia foi criar um braço de terreno dentro do primeiro terço da lagoa, que serve como um tanque de contenção para reter os volumes de partículas que chegam. Paulella afirmou que, ao menos uma vez por ano, é feito o processo de desassoreamento dessa área. “O volume retirado enche de 300 a 400 caminhões por operação.”
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