Programa municipal tem como objetivo capacitar moradores de rua para o mercado de trabalho

Lançamento da terceira edição do Parceiros da Cidade: Mão Amiga, programa da Prefeitura criado em 2016. segunda-feira: bolsa depois da formação (Leandro Torres)
A Secretaria Municipal de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos lançou na tarde de segunda-feira a terceira turma de alunos do Parceiros da Cidade: Mão Amiga. Criado em 2016, o programa tem como objetivo capacitar moradores de rua para o mercado de trabalho, por meio de cursos de formação profissional em jardinagem e paisagismo. A primeira edição foi um piloto e formou 15 pessoas, enquanto a segunda deu oportunidade para 21. De acordo com a secretária de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos, Eliane Jocelaine Pereira, os participantes são selecionados pelos serviços socioassistenciais da Prefeitura. “Nós temos um grande cuidado em acompanhar essas pessoas para que possamos ter sucesso e efetividade na saída do programa. Toda a nossa rede de atendimento referencia todas essas pessoas. A partir desse referenciamento, nos selecionamos aqueles que possuem condições para adentrar e serem incluídas no programa”, explicou. Segundo a Prefeitura, o curso é dividido em parte teórica e parte prática e a realização é uma colaboração entre as secretarias municipais de: Assistência Social; Educação; Cultura; Serviços Públicos; Saúde e de Trabalho e Renda. Além da formação específica em jardinagem e paisagismo, o programa também oferece atividades de reintegração ao mundo do trabalho, com aproximação do mundo da leitura e das artes e com atividades que visam uma formação cidadã, por meio de visitas à Biblioteca Municipal, ao Museu de Arte Contemporânea de Campinas e a outros programas da Prefeitura, como os telecentros. O acompanhamento dos alunos é feito em conjunto com a Secretaria de Serviços Públicos, que disponibiliza: equipes para realização das atividades, transporte, alimentação e uniforme aos usuários. “Os participantes são selecionados e convocados pelos serviços socioassistenciais da Prefeitura. Buscamos, com isso, criar oportunidades para que as pessoas se desenvolvam e conquistem o seu espaço na sociedade por meio do programa”, disse a secretária de Educação, Solange Pelicer. Bolsa-auxílio Após o término do curso, os alunos ainda têm a opção de continuar atuando nos espaços públicos da cidade, plantando e fazendo a manutenção de jardins. Para isso, recebem uma bolsa-auxílio no valor de R$ 939,00 por mês. Os recursos provêm da Secretaria de Assistência Social e a bolsa é concedida por até 12 meses, sendo prorrogável por mais dois anos. Para Paulo Leandro Silva, de 42 anos, o curso de jardinagem mudou a sua vida. Ele contou que dormia nas calçadas do Centro de Campinas antes de ser recrutado pelo programa. “Graças a esse curso eu consegui conquistar a minha independência financeira. Eu não moro mais na rua e não preciso mais ficar pedindo dinheiro nos semáforos. Eu tenho um salário e estou conseguindo pagar o aluguel de uma casa”, comentou. Para participar do programa, os moradores de rua precisam ter mais de 18 anos, residir em Campinas há, pelo menos, dois anos e estar incluído em um dos serviços socioassistenciais para a população em situação de rua do município. O aluno precisa ainda apresentar um quadro clínico que não o impeça de desenvolver as atividades do programa e se comprometer em ter participação mínima de 75% em atividades de formação via oficinas e atividades teóricas.