CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS

Maratona define chapas para sucessão municipal

Expectativa é que ao menos 15 candidatos disputem a Prefeitura

Maria Teresa Costa
02/09/2020 às 08:26.
Atualizado em 28/03/2022 às 17:01
Primeiro turno ocorre no dia 15 de novembro em todo o País  (Cedoc/RAC)

Primeiro turno ocorre no dia 15 de novembro em todo o País (Cedoc/RAC)

Os partidos políticos de Campinas iniciaram a maratona de convenções para definir as chapas majoritárias, com candidatos a prefeitos e vices, e as chapas proporcionais, de vereadores. Embora as negociações ainda estejam em curso, Campinas poderá ter pelo menos 15 candidatos a prefeito e devem ultrapassar 900 os postulantes à Câmara Municipal que terão que usar a criatividade para angariar votos. Com uma pandemia em curso, onde a regra é o isolamento e o distanciamento social, uma campanha que evite aglomerações, os tradicionais abraços nos eleitores, fotos com crianças no colo, comícios e até a tradicional descida de candidatos na véspera da eleição na Rua 13 de Maio ficarão fora das estratégias eleitorais. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu que não haverá uma orientação nacional para a realização ou não de campanhas de rua e comícios em meio à pandemia de Covid-19 e que essas definições ficarão a cargo de Estados e municípios. Para o presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB-Campinas Valdemir Reis, o maior desafio dos candidatos este ano será convencer o eleitor a votar: “convencer de que é seguro do ponto de vista sanitário e convencer de que votar participar, é importante e fundamental para os rumos do Município”, disse. Nas eleições de 2016, nove candidatos concorreram a prefeito e 818 a vereadores. A expectativa é que, este ano, o número que concorrerá à Câmara será maior, em função do fim das coligações nas eleições proporcionais. Assim, cada partido poderá colocar na disputa 50 candidatos, o que corresponde a 150% das cadeiras na Câmara Municipal. Uma das principais mudanças nas regras eleitorais se dará no ato do pedido de registro de candidaturas à Justiça Eleitoral, especialmente porque, com o fim das coligações, cada partido deverá, individualmente, indicar o mínimo de 30% de mulheres filiadas para concorrer no pleito. Os partidos políticos deverão, também, reservar pelo menos 30% dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral, para financiar as campanhas de candidatas no período eleitoral. As convenções em Campinas tiveram início na segunda-feira, com o encontro do Novo, que não terá candidato a prefeito e nem fará coligações. A legenda decidiu lançar 16 candidatos a vereadores. Hoje será a vez do PCdoB homologar a candidatura da historiadora Alessandra Ribeiro a prefeita (o nome do vice não foi divulgado até à tarde de ontem). Na quinta-feira será a vez do Cidadania definir o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, André Von Zuben a prefeito - o vice ainda está indefinido, assim como o número de candidatos a vereadores. No domingo, o PV faz convenção para homologar o ex-secretário do Verde, Rogério Menezes, e de Adalberto Maluf vice, e a chapa com 50 postulantes à Câmara. No dia 11, o PSTU definirá Laura Leal a prefeita e José Dias de Freitas Jr a vice. Dia 10 tem convenção do Podemos para votar a coligação com Rafa Zimbaldi (PL) — o partido indicou o nome do vereador Campos Filho a vice, mas ainda não está definido se ele integrará a chapa. Dia 12 o PP e o PSC votarão a coligação na chapa majoritária do PL, encabeçada pelo deputado estadual Rafa Zimbaldi, e a chapa de 50 vereadores. O Avante também fechou apoio a Rafa Zimbaldi. O DEM também marcou convenção para o dia 12 para referendar a coligação com a chapa Dario Saadi (Repub) e Wanderlei Almeida (PSB) e a chapa de 50 vereadores. Nesse mesmo dia PDT define candidaturas majoritárias e levará a convenção os nomes do ex-prefeito Hélio de Oliveira Santos, de Surya Guimaraes e do advogado Flaminio Mauricio. Também dia 12 o MDB e o PSL votam a coligação na chapa majoritária formada por Dario e Wandão e os 50 candidatos a vereador de cada partido. No dia 13, Republicanos e PSB homologam a chapa majoritária à sucessão do prefeito Jonas Donizette e definem os candidatos a vereador. O Republicanos lançará entre 43 e 48 nomes à Câmara e o PSB, 50. Ainda no dia 13, o PT escolherá Pedro Tourinho (PT) a prefeito e aprovará a coligação com o PSOL, que terá Edilene Santana (PSOL) como vice. A chapa de vereadores ainda não está definida. No mesmo dia, o PMN vota a chapa formada por Ahmed Tarik a prefeito e Priscila Duarte a vice. Dia 14 será a vez do PTB aprovar a candidatura de Delegada Terezinha a prefeita. O partido ainda não definiu coligações e está buscando entre três possíveis nomes do partido quem será o vice na chapa. No mesmo dia, o PL homologará a candidatura de Rafa Zimbaldi, mas ainda segue indefinido em relação ao vice. O partido vai lançar 50 candidatos à Câmara. Indefinição marca cenário do PSDB local O PSDB marcou sua convenção para o dia 13 se setembro, mas até agora não definiu se terá candidatura própria ou se fará coligação - o mais provável é que se mantenha na aliança que elegeu Jonas, apoiando Dario Saadi e Wanderley Almeida. O partido está à espera de uma definição das executivas nacional e estadual, que vem sendo costurada pelo deputado federal Carlos Sampaio. O PSD, que tem como pré-candidato a prefeito o ex-vereador Artur Orsi, ainda não definiu quem será vice e nem marcou a data da convenção. O Patriotas, que tem como pré-candidato Wilson Mattos, e o PRTB, com Rogério Parada também não definiram datas das convenções, mas os dois partidos estão conversando para uma coligação na chapa majoritária. A Rede tem como pré-candidata a jornalista Valeria Monteiro, mas ainda segue sem definição de nome a vice e não marcou a convenção. O Correio não conseguiu contato com os demais partidos.

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