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Mário Gatti e CS de Sousas realizam protestos

Os funcionários dizem estar sobrecarregados. Na pauta, dizem que faltam profissionais como técnicos em enfermagem e raio-X, enfermeiros, assistente social e cozinheiros

Alenita Ramirez
31/03/2016 às 09:57.
Atualizado em 23/04/2022 às 01:10
No Hospital Mário Gatti eles reclamam de falta de funcionários, quebra no fornecimento de insumos, pagamento de horas extras e más condições de trabalho (Leandro Ferreira/ AAN)

No Hospital Mário Gatti eles reclamam de falta de funcionários, quebra no fornecimento de insumos, pagamento de horas extras e más condições de trabalho (Leandro Ferreira/ AAN)

Funcionários do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti e do Centro de Saúde de Sousas, em Campinas, fizeram uma manhã de protestos nesta quinta-feira (1º). No hospital, foi realizado um ato público por melhores condições de trabalho, mais profissionais e pagamento de horas excedentes. A mobilização não afetou o atendimento. Manifestantes, porém, colocaram cartazes na parede e janela da parte externa da recepção do Pronto-Socorro. Segundo os organizadores, na última segunda-feira, os funcionários decidiram em assembleia, realizada em frente ao hospital, cruzar os braços. A assembleia foi feita apenas entre os trabalhadores, sem participação do sindicato da categoria. Na terça-feira, os funcionários comunicaram o sindicato e pediram ajuda, mas a entidade alegou que já tinha outra mobilização agendada para o mesmo dia. “Para evitar que o protesto fosse ilegal, cancelamos. Mas decidimos fazer um ato”, disse uma enfermeira integrante do movimento. “Convidamos os colegas que estavam trabalhando a participar, mas eles receberam uma circular interna proibindo”, completou. Os funcionários dizem estar sobrecarregados. Na pauta, dizem que faltam profissionais como técnicos em enfermagem e raio-X, enfermeiros, assistente social, cozinheiros e pessoal para a farmácia. Em relação às horas excedentes, os trabalhadores afirmaram que elas não foram pagas junto com o salário de março. Por conta da possibilidade de paralisação, a direção do hospital determinou a suspensão de cirurgias eletivas (programadas). Entre terça e quarta-feira foram adiadas12 cirurgias. “Foi uma medida preventiva. Os funcionários foram deslocados para outros setores, mas as equipes médicas vão reprogramar essas cirurgias o mais rápido possível”, disse o presidente do hospital, Marcos Pimenta. Segundo Pimenta, a Prefeitura trabalha constantemente para resolver a falta de funcionários, mas ainda não conseguiu uma solução efetiva. Ele afirmou que para os próximos dias serão feitas reposições de 35 técnicos em enfermagem e nove enfermeiros. Em relação ao pagamento das horas excedentes, Pimenta garantiu que ocorrerá no dia 8 deste mês. Quanto à falta de insumos, ele afirmou que é pontual e que são feitas compras emergências. Sousas No Centro de Saúde de Sousas, os trabalhadores cruzaram os braços por duas horas para reivindicar melhores condições de trabalho, mais funcionários e estrutura. A mobilização foi acompanhada pelo Sindicato dos Servidores e ocorreu entre 7h e 9h. De acordo com os manifestantes, a paralisação não afetou o atendimento já que tinha sido programado há 15 dias e foi avisado para os usuários. “Teve apenas um caso de exame de sangue por suspeita de dengue, mas direcionamos para outra unidade”, contou a agente de saúde e representante sindical Fernanda Siqueira. Na unidade são feitos cerca de 500 atendimentos diário. Ao menos 70 funcionários participaram do protesto, segundo o sindicato. Na unidade, segundo as denúncias, o espaço é pequeno, há alta demanda de pacientes, além de mofo nas paredes. Ainda de acordo com os funcionários, azulejos estão soltando em diversos pontos. Os funcionários denunciam ainda que sofrem com desvio de funções e relatam que a recepcionista atua como técnica de enfermagem, por conta da falta de profissionais da área. “A estrutura da unidade não é ruim. Ela está abandonada. Aqui precisa de uma boa reforma e ampliação. Além disso, essa região precisa de um Pronto Atendimento”, frisou o diretor sindical na área de saúde, Afonso Basílio Jr. Ele afirmou que vai agendar uma reunião com o prefeito Jonas Donizette (PSB) eo secretário de Saúde, Carmino Antonio de Souza, para discutir sobre as reivindicações dos servidores. Foto por: Leandro Ferreira/ AAN Foto por: Leandro Ferreira/ AAN Foto por: Leandro Ferreira/ AAN Foto por: Leandro Ferreira/ AAN Foto por: Leandro Ferreira/ AAN Foto por: Leandro Ferreira/ AAN Exibir legenda 1100

No Hospital Mário Gatti eles reclamam de falta de funcionários, quebra no fornecimento de insumos, pagamento de horas extras e más condições de trabalho.

Greve de funcionários do Centro de Saúde de Sousas.

Greve de funcionários do Centro de Saúde de Sousas.

Greve de funcionários do Centro de Saúde de Sousas.

Greve de funcionários do Centro de Saúde de Sousas.

No Hospital Mário Gatti eles reclamam de falta de funcionários, quebra no fornecimento de insumos, pagamento de horas extras e más condições de trabalho.

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