Queda dos índices de contaminação e de mortes deve favorecer a mudança de fase amanhã
Campinas confirma mais 15 mortes (Wagner Souza/AAN)
A média diária de novos casos de infecção pelo coronavírus caiu 28,7% nos últimos sete dias em relação aos sete dias anteriores na região de saúde de Campinas. Os novos registros de morte reduziram em 18,19% no período. Nos últimos sete dias, a média de ocupação de leitos de UTI foi de 79,8%. A manutenção desse perfil até amanhã poderá levar a região para a fase laranja do Plano SP de retomada das atividades, onde poderão reabrir, para atendimento presencial, com restrições, o comércio de rua, shoppings e escritórios. A região está na fase vermelha do plano — apenas serviços essenciais estão autorizados a funcionar. Essa desaceleração da pandemia vem sendo observada em todas as regiões paulistas, segundo o secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi. De acordo com o último boletim da Secretaria de Estado da Saúde, com dados até a última terça-feira, a região soma 37.676 infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia e 1.488 mortes. A média diária de novos casos na região caiu de 905 para 645,7 nos últimos sete dias e as mortes, de 35,4 para 29. Já as novas internações em leitos de UTI, nas 42 cidades que formam a região de saúde de Campinas, caíram da média diária de 171 para 169, com média de ocupação de leitos em 79,8%. A região de Piracicaba, que na segunda-feira voltou à fase vermelha do plano, terá dificuldades em avançar para a fase laranja, apesar de registrar 20,9% menos casos de Covid-19 e 6,1% menos mortes nos últimos sete dias. A média de novos casos caiu de 353,8 para 303 nos últimos sete dias e houve ligeira redução na média móvel diária de 11,57 para 11. Mas a taxa de ocupação de leitos de UTI segue alta, de 84,6%. Esse é o principal indicador que define em qual fase do plano a região estará. Para avançar, precisará estar abaixo de 80% Algumas cidades da área de Piracicaba estão adotando medidas drásticas para tentar reduzir a disseminação do novo coronavírus. Limeira, por exemplo, decidiu adotar o lockdown nos dois próximos finais de semana para tentar melhorar seus indicadores, diante da aceleração dos casos de coronavírus e a alta taxa de ocupação dos leitos clínicos e de UTI. Campinas Campinas registrou 692 novos casos de Covid-19 e chegou ontem a 14.493 pessoas contaminadas pelo novo coronavírus. Segundo anúncio feito pelo prefeito Jonas Donizette (PSB) em entrevista coletiva on line, a cidade contabilizou 10 novas mortes e, assim, o número de óbitos subiu para 578. De acordo com o boletim, a cidade ainda investiga 731 casos suspeitos da doença e outros 31 óbitos. Campinas conta hoje com 443 pessoas internadas com Covid-19 e outras 940 estão sob isolamento em casa. Segundo os dados divulgados pelo prefeito, a cidade apresenta 12.532 pessoas recuperadas da doença. Das 10 vítimas registradas nas últimas 24 horas, quatro não tinham as chamadas comorbidades — doenças associadas. Comércio usará barreiras sanitárias na área central Em uma nova tentativa de desestimular a circulação de pessoas pela região central de Campinas, o prefeito Jonas Donizette (PSB) anunciou ontem que pretende instalar barreiras sanitárias nas imediações da Rua Treze de Maio — considerado o principal ponto de comércio de rua da cidade e hoje o maior foco de preocupação das autoridades por conta das grandes aglomerações. A Prefeitura pretende instalar até amanhã, ao menos dois portais, que serão chamados de "Pit Stop da Prevenção", por onde as pessoas deverão passar. Um deles na saída do Terminal Central e outro perto da Catedral. Nesses portais, as pessoas farão a higienização das mãos e de objetos, com álcool em gel, mas também serão abordadas por fiscais sobre os motivos pelos quais estão na rua. Segundo Jonas, num segundo momento, câmeras de monitoramento medirão o fluxo de pessoas. Serão colocados totens de álcool em gel nessas barreiras — semelhantes aos já utilizados nos terminais de ônibus. O prefeito disse que um controle semelhante foi adotado pelos shoppings a partir do dia 8 de junho, quando o comércio foi reaberto pela primeira vez durante a quarentena. Dez dias depois, no entanto, a reabertura foi suspensa, em grande parte, porque a Treze de Maio ficou lotada. A secretária de Desenvolvimento Econômico, Alexandra Caprioli, disse que a medida foi uma sugestão dos lojistas. Segundo ela, mais de 100 lojistas foram chamados pela Acic (Associação Comercial e Industrial de Campinas) para oferecerem sugestões. "O mais importante é a gente criar procedimentos, para que quando voltarmos a abrir, que seja de forma segura e definitiva", disse. Caprioli diz que além dos totens, outras medidas serão adotadas para facilitar o fluxo nos estabelecimentos e reduzir as chances de aglomeração.