balanço

Mortes em acidentes de trânsito aumentam 66,7%

Número salta de nove para 15 óbitos na comparação com o mesmo mês de 2019; motociclistas são principais vítimas

Henrique Hein
21/08/2020 às 11:56.
Atualizado em 28/03/2022 às 18:09
Mortes em acidentes de trânsito aumentam 66,7% (Matheus Pereira/AAN)

Mortes em acidentes de trânsito aumentam 66,7% (Matheus Pereira/AAN)

Mesmo com menos veículos em circulação nas ruas por causa da quarentena imposta pela pandemia do novo coronavírus, o número de mortes em decorrência de acidentes de trânsito em Campinas aumentou 66,7% em julho desse ano na comparação com o mesmo período de 2019. O índice saltou de nove para 15 óbitos. A quantidade de mortes é também a maior já registrada desde janeiro, quando 18 vidas foram perdidas na cidade em 31 dias. As estatísticas foram divulgadas anteontem pelo Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado (Infosiga), a base de dados do governo paulista que mapeia as ocorrências desde 2015. Segundo o levantamento, cerca de 80% dos óbitos computadas em julho desse ano envolveram motociclistas (7) e pedestres (5). Houve também outras três mortes registradas: dois ciclistas e um caminhoneiro. Ao todo, nove acidentes fatais ocorreram nas rodovias que cortam Campinas, enquanto seis óbitos aconteceram nas ruas e avenidas do município. Sobre os locais dos óbitos, o órgão estadual informou que oito pessoas chegaram a ser socorridas e encaminhadas para hospitais antes de perderam a vida. As outras sete faleceram na própria via onde se acidentaram. Assim como em meses anteriores, os homens seguem dominando as estatísticas entre as vítimas do trânsito: dos 15 óbitos registrados, 14 foram de pessoas do sexo masculino. O balanço mostra ainda que um terço dos óbitos de julho (5) aconteceu entre as sextas-feiras e domingos, e que o horário das 6h até as 18h foi responsável por 53,3% das ocorrências. O estudo também disponibilizou dados dos tipos e subtipos de acidentes que resultaram em mortes. Ao todo, 10 óbitos aconteceram por meio de choques ou colisões de veículos. Os atropelamentos vitimaram quatro pessoas e em uma situação não foi possível categorizar a causa da morte. Dentre as vítimas fatais, duas eram menores de idade, enquanto as outras 13 tinham entre 18 e 54 anos. Acumulado do ano Com a atualização dos dados de julho, a cidade de Campinas registrou 80 óbitos no trânsito nos primeiros sete meses do ano. Foram 18 mortes em janeiro; cinco em fevereiro; 11 em março; 10 em abril; cinco em maio; e 14 em junho, além dos 15 óbitos de julho. Desse montante, quase metade delas (34) envolveu pedestres. Em termos de modalidade de transporte, os acidentes com motocicletas e automóveis foram os mais violentos e resultaram em 37 mortes, sendo 25 motociclistas e 12 ocupantes de carros de passeio (não necessariamente o condutor). Cinco ciclistas e quatro caminhoneiros também faleceram no período. Na comparação com os primeiros sete meses de 2019, os dados desse ano apresentam 11 mortes a mais: 80 contra 69.

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