valinhos

MP indica promotor para acompanhar inquérito

O Ministério Público designou o promotor de Justiça, Denis Henrique Silva, para acompanhar o inquérito policial sobre o caso do atropelamento

Da Agência Anhanguera
24/07/2019 às 10:16.
Atualizado em 30/03/2022 às 22:17

O Ministério Público designou o promotor de Justiça, Denis Henrique Silva, para acompanhar o inquérito policial sobre o caso em que um motorista avançou com o veículo sobre militantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) em Valinhos, na última semana. No acidente, o pedreiro Luis Ferreira da Costa, de 72 anos, morreu e ao menos outras cinco pessoas ficaram feridas.  Na manhã do dia 18, militantes do acampamento Marielle Vive protestavam por fornecimento de água e assistências escolar e de saúde. Durante a panfletagem na estrada rural dos Jequitibás, um homem dirigindo uma caminhonete preta jogou o veículo sobre os manifestantes. O motorista foi preso na noite do dia 18. De acordo com testemunhas, cerca de 40 pessoas estavam sobre a pista para a panfletagem, quando a caminhonete se aproximou pela contramão e acelerou o veículo contra o grupo. O idoso foi levado de ambulância para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Valinhos, mas não resistiu aos ferimentos. O jornalista Carlos Felipe Tavares, do Coletivo Socializado Saberes, que trabalhava para o MST e usava uma câmera na cobertura do ato, também foi levado para a UPA - ele passou por exames e ficou em observação. Outros quatro manifestantes tiveram ferimentos leves e foram atendidos no local. Lideranças do movimento se pronunciaram por meio de nota. “A manifestação tinha como objetivo pressionar a prefeitura de Valinhos para garantir o fornecimento de água. As famílias também lutam pelo direito à terra e à realização da reforma agrária”, informa o comunicado. O acampamento Marielle Vive! conta com cerca de mil famílias e existe desde o dia 14 de abril de 2018, após uma ocupação na Fazenda Eldorado Empreendimentos Ltda. “As famílias exigem a punição imediata a esse assassino, que age sob o clima de terror contra os movimentos populares.” O arcebispo d. João Inácio Müller, da Arquidiocese de Campinas, enviou mensagem aos integrantes do MST. Durante missa celebrada pelo padre Antonio Alves, o religioso disse estar preocupado “com os direitos humanos, a intolerância e a falta de paciência das pessoas.”

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