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Multidão protesta contra os cortes na Educação

Cinco mil pessoas, segundo a Guarda Municipal, se reuniram no final da tarde de ontem no Centro de Campinas, para mais um dia de manifestações

Henrique Hein
31/05/2019 às 07:55.
Atualizado em 03/04/2022 às 02:00

Cinco mil pessoas, segundo a Guarda Municipal, se reuniram no final da tarde de ontem no Centro de Campinas, para mais um dia de manifestações programadas pelo País contra os bloqueios de verba na Educação. Trata-se da segunda manifestação realizada em menos de duas semanas. No ato anterior, em 15 de maio, cerca de 2,2 mil pessoas participaram do protesto na cidade. Ontem, o público formado por estudantes, trabalhadores e representantes de partidos políticos se concentrou no Largo do Rosário a partir das 17h. Com bandeiras e cartazes, os manifestantes criticaram o presidente Jair Bolsonaro. Alguns deles aproveitaram para entoar cânticos em prol do ex-presidente Lula. O nome da vereadora Marielle Franco, assassinada no ano passado, também foi lembrado. Por volta das 18h50, a Avenida Francisco Glicério foi bloqueada para que os participantes pudessem iniciar a passeata pelas avenidas Moraes Sales, Irmã Serafina e Anchieta. “O Bolsonaro não voltou atrás com os cortes. Não vamos parar enquanto ele não suspender o contingenciamento. O governo precisa entender que a educação não é gasto, mas sim investimento. Só com educação é que o Brasil vai de fato avançar”, comentou o funcionário público Vitor Gaspar, de 33 anos. Em março deste ano, o Governo do presidente Jair Bolsonaro bloqueou R$ 29 bilhões do orçamento total de 2019. Ao todo, R$ 5,8 bilhões foram contingenciados da educação. Desse valor, R$ 1,7 bilhão recai sobre o ensino superior federal. Dois meses depois, foi a vez da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) suspender a concessão de bolsas de mestrado e doutorado para a educação. A atitude motivou a realização dos protestos do dia 15 de maio. Após os atos, o governo recuou e disse que liberaria mais recursos para a educação, mas no final das contas, o corte anunciado em maio foi mantido. Nesta quinta, o Conselho Nacional dos Direitos Humanos recomendou que o Governo reveja a situação dos bloqueios.

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