PANDEMIA

Município registra recorde de sete mortes

Recorde de óbitos eleva o total de vítimas fatais para 51 pessoas; já são 1.133 casos da doença

Da Agência Anhanguera
23/05/2020 às 08:23.
Atualizado em 29/03/2022 às 10:54

A cidade de Campinas registrou ontem, o maior número diário de mortes por coronavírus, desde o primeiro caso de c</IP>ontaminação, ocorrido no dia 13 de março. Segundo dados divulgados pelo secretário de Relações Institucionais, Wanderley de Almeida, o Wandão, foram sete mortes a mais, em comparação com os dados da tarde de quinta-feira. Com isso, Campinas conta agora com 51 óbitos. Outros 18 ainda estão sob investigação. A cidade contabiliza 1.133 casos confirmados da doença e possui outros 328 em investigação — o que representa 41 a mais em relação ao boletim anterior. A secretaria de Saúde registra ainda 73 pessoas internadas e 152 pessoas em isolamento domiciliar. Segundo os dados a cidade conta com 2.234 casos descartados. Wandão lembrou que uma das formas mais eficientes de combate ao novo coronavírus é o isolamento social e, por conta disso, pediu que as pessoas evitem sair de casa, especialmente a partir de hoje, quando começa na cidade um período de feriado prolongado — que vai se estender até a próxima quarta-feira. Ele lembrou que a antecipação dos feriados (Corpus Christi e Dia da Consciência Negra, respectativamente para terça e quarta-feiras), foi adotada justamente para que as pessoas não precisem sair para o trabalho, por exemplo. O feriado de 9 de julho já havia sido antecipado para a próxima segunda-feira pelo governo do Estado. Segundo Wandão, o índice de isolamento em Campinas chega na casa dos 55% nos finais de semana e é pelo menos essa a meta que se pretende atingir com a antecipação dos feriados. De acordo com o secretário, a média da semana em Campinas fica em torno dos 44%. "Nós estamos indo para um final de semana e um período de feriados, que não é para lazer. Não é para passear, para viajar, para visitar parente. É para ficar em casa", alertou ele. "Essa deve ser a cota de contribuição da população nessa guerra contra o vírus", acrescentou. Não vamos vencer essa batalha apenas com as medidas governamentais. Se as pessoas não se convencerem de que é preciso ficar em casa e tomar os cuidados, não vamos conseguir", advertiu. "A situação é grave", disse ele. "Tenho visto que nas últimas semanas, que a discussão em torno das medidas que têm sido adotadas pelas autoridades ganharam um viés ideológico. E digo isso com muita tristeza", afirmou. "Isso nos dá a impressão de que nem todo mundo está percebendo o que está acontecendo", finalizou o secretário. O presidente da Rede Mário Gatti — de assistência médica de urgência —, Marcos Pimenta, reforçou o pedido. Disse que a decisão de não sair às ruas ir às ruas, é um ato de preservação da própria saúde, mas também de proteção para outras pessoas. "Agora estamos na fase do esforço individual visando o bem coletivo", afirmou ele.

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