Um dos grandes desafios das autoridades sanitárias é convencer a população a fazer a sua parte, respeitando os limites
As hashtags #vai passar e #vaificartudobem estão entre as mais populares do planeta nestes tempos de pandemia. Elas representam palavras-chaves sobre temáticas de ampla divulgação e extremo interesse nas redes sociais. O que impulsiona esses termos da nova tecnologia é o sentimento predominante de confiança assumido por parte dos internautas. Pode não significar um robusto otimismo, mas indica uma disposição evidente por acreditar que esses tempos difíceis — de dor, resiliência e confinamento — vão ficar para trás. Ainda que a pandemia não esteja controlada e que analistas sustentem que ela sequer chegou ao ápice no Brasil, várias regiões deram início — nesta e na semana passada — a medidas de flexibilização. A operação é extremamente complexa, pois envolve não só realidades diferentes de um país continental, mas também porque não há gestão unificada da crise, o que poderia ajudar na organização e na mitigação dos casos. É complexa também porque envolve atividades econômicas de diferentes perfis e espaços coletivos que sempre foram ocupados de forma integral, não parcial como exige-se neste momento. Este é, portanto, um dos grandes desafios das autoridades sanitárias: convencer a população a fazer a sua parte, atendendo os limites impostos para frequência gradual, até que tudo volte à normalidade. Na verdade, talvez o mundo nunca mais será o mesmo, o que obrigou as organizações mundiais a disseminarem a expressão “novo normal”. Diante deste contexto, espera-se o mínimo de bom senso do cidadão que for sair de casa, seja para o trabalho, estudo, lazer ou atividades essenciais do cotidiano. Regiões que flexibilizaram muito antes tiveram de recuar por conta da retomada de casos. Agora que boa parte das cidades paulistas, incluindo a Região Metropolitana de Campinas (RMC), está aos poucos relaxando as ações de restrição, cresce sobremaneira a responsabilidade individual. A primeira situação que os municípios não desejam é um efeito manada no comércio, com aglomerações em lojas do Centro, bancas populares como os camelódromos e os shoppings. As regras para a frequência nesses lugares estão bem descritas nos decretos municipais e, diante disso, cabe a lojistas, funcionários e consumidores atentarem para o devido protocolo de distanciamento. Como medida prioritária, o “novo normal” acrescentou um item obrigatório aos acessórios cotidianos. Além de gravata, óculos, bolsa ou brinco, agora entra a máscara no visual diário para a circulação em locais públicos.