Evento reuniu representantes dos três poderes, instituições jurídicas e acadêmicas, além de alunos de cursos de Direito
“Que essa escola seja um oxigênio para a cidade e para a administração pública”, afirmou André Mendonça (Rogério Capela)
A Aula Magna inaugural da Escola de Justiça de Campinas (EJ Campinas), realizada ontem (1.º) no auditório do Campus I da PUC-Campinas, reuniu representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário, além de integrantes de instituições jurídicas, acadêmicas e da sociedade civil, para a palestra do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. Com o tema “Governança e Estado Democrático de Direito”, o encontro marcou o início das atividades da nova escola e promoveu reflexões sobre o fortalecimento das instituições, da administração pública e da democracia.
“A Escola de Justiça é uma iniciativa inédita em prefeituras do Brasil e será de grande importância para a capacitação dos nossos servidores, em especial os da área jurídica. Sem dúvidas, haverá um impacto muito positivo na garantia de direitos e na promoção da justiça social”, disse o prefeito Dário Saadi. “Uma cidade que quer ser desenvolvida, com igualdade de oportunidades e inclusiva, deve ter qualidade na aplicação da justiça”.
Mendonça elogiou a iniciativa de Campinas e diz esperar que a Escola contribua não apenas com o sistema de Justiça, mas acima de tudo com o cidadão, gerando mais segurança jurídica, mais desenvolvimento e bem-estar para a população. “Que a Escola de Justiça de Campinas seja um movimento diário, primando pelo mérito, oferecendo bons cursos, não sendo uma instituição puramente tecnicista, mas sim uma instituição voltada para o alcance do interesse público”, disse. “Que essa escola seja um oxigênio para a cidade e para a administração pública”, completou.
A Escola de Justiça de Campinas foi criada pela Lei Complementar n.º 581 de 2026, com a missão de promover a formação jurídica continuada de agentes públicos municipais, contribuir para o aperfeiçoamento técnico da Administração Pública e fortalecer a integração entre o Poder Público, as instituições jurídicas, a comunidade acadêmica e a sociedade civil.
DIÁLOGO INSTITUCIONAL
Para o secretário de Justiça, Peter Panutto, mais do que um espaço de capacitação, a Escola de Justiça será um ambiente permanente de formação, diálogo institucional e produção de conhecimento. “Campinas tem protagonismo regional e nacional em diversas áreas, e entendemos que a Escola nasce com a missão de qualificar continuamente os servidores públicos, fortalecer a administração municipal e contribuir para o aprimoramento técnico e jurídico de profissionais, além da troca de experiências com instituições parceiras, como OAB, escolas de qualificação da magistratura e do MP”, explicou.
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